Minha mãe me ensinou: se não tem o que falar, fique calado, siga o exemplo meu caro “Lula”.
Já dizia minha mãe — e ela sabia bem o que dizia — que você não é todo mundo. E completava com aquela sabedoria simples, direta e irrefutável: se não tem o que falar, fique com a boca fechada para não falar bobagem.
Aprendi cedo. Aparentemente, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, não teve esse mesmo privilégio.
Vir a Santa Catarina — sim, ao estado que produz, que constrói, que não para — e nos chamar de nazistas? Sente-se, presidente. Respira. Pensa.
Porque enquanto o senhor Lula viajava o mundo com passaporte financiado pelo contribuinte, o catarinense estava na fábrica às quatro da manhã. Enquanto o senhor discursava, o catarinense vendia, produziu, exportou. Aqui não existe ponto facultativo por tradição, nem feriado prolongado por decreto de preguiça. Sabe por quê? Porque o sobrenome da maioria aqui é TRABALHO — seja o peão de fábrica, seja o administrador, seja o pequeno empreendedor que não pediu favor a ninguém.
Não é coincidência “senhor Lula” que Santa Catarina ostente um PIB que envergonha muitos países europeus — proporcionalmente ao tamanho do estado, somos uma potência. E isso não veio do assistencialismo. Veio do esforço, da disciplina, da cultura do trabalho que nossos antepassados imigrantes trouxeram e que cultivamos com orgulho até hoje.
Agora, sobre a questão dos imigrantes: vamos ser claros, porque o catarinense não tem medo de ser claro. Não temos aversão a quem vem de outros estados buscar oportunidade — pelo contrário, bem-vindos. Temos aversão à preguiça e à vagabundagem. Essa é a fronteira que o catarinense respeita: não de onde você veio, mas o que você veio fazer.
E já que o senhor trouxe o tema do nazismo à baila, talvez valha um exercício de memória. Em 1979, foi o próprio Lula quem citou Adolf Hitler para elogiar sua “disposição, força e dedicação de se propor a fazer algo”. As palavras estão registradas, presidente. O senhor as disse. Então, com todo o respeito, a lição de história talvez devesse começar no espelho.
Essa, aliás, não é a primeira vez. Sua diplomacia às avessas já comparou a ação israelense em Gaza ao Holocausto — uma declaração que rebaixou as relações do Brasil com Israel e diminuiu o país perante o mundo. O senhor tem um talento peculiar: abrir a boca na hora errada, no lugar errado, para falar a coisa errada.
E o que mais dói não é nem o presidente em si. É ver um partido que nasceu para defender o trabalhador ser administrado por pseudopolíticos que sugam as estatais — Petrobras, Correios — como se fossem herança pessoal. Um partido com ideologia nobre, sequestrado pela corrupção sistêmica. Isso, presidente, é a verdadeira traição ao trabalhador que o senhor diz representar.
Então, antes de abrir a boca para falar de Santa Catarina, pense. Duas vezes. Três. Quantas forem necessárias. Ou, já que viagens internacionais parecem ser sua atividade favorita — e com o nosso dinheiro, diga-se —, aproveite a próxima para aprender como países sérios constroem sua reputação com trabalho, e não com palavreado.
Aqui em Santa Catarina, bandidagem não se cria.
E bobagem também não.

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