Santa Catarina registra mais de 10 mil mortes por doenças não transmissíveis até maio de 2026

Diabetes, doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas e neoplasias matam milhões e tornam segurança do paciente um desafio que vai além do hospital
Santa Catarina registra mais de 10 mil mortes por doenças não transmissíveis até maio de 2026
Foto: Divulgação

Santa Catarina – Todos os dias, milhões de pessoas convivem com doenças que exigem acompanhamento médico, exames, medicamentos e cuidados por muitos anos. Para quem tem câncer, diabetes, doenças cardiovasculares ou problemas respiratórios crônicos, o cuidado não termina depois de uma consulta ou de uma internação. Faz parte da rotina e, justamente por isso, também exige atenção permanente à segurança do paciente.

Esse é o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Dia Mundial da Segurança do Paciente, comemorado em 17 de setembro. Em 2026, a campanha tem como tema “Cuidados seguros para doenças não transmissíveis” e chama atenção para os riscos que podem surgir em todas as etapas do cuidado, da prevenção e do diagnóstico ao tratamento, acompanhamento de longo prazo e autocuidado.

O lema da campanha é “Safe care for life!”, ou seja, cuidados seguros para a vida toda. As chamadas doenças não transmissíveis (DNTs), conhecidas no Brasil como doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), estão entre as maiores causas de morte no mundo. Segundo os dados mais recentes consolidados pela OMS, mais de 43 milhões de pessoas morreram por DNTs em 2021, o equivalente a cerca de 75% das mortes não relacionadas à pandemia naquele ano.

Quatro grupos concentram a maior parte dessas mortes: doenças cardiovasculares, cânceres, doenças respiratórias crônicas e diabetes. Juntos, respondem por cerca de 80% das mortes prematuras por DNTs. As doenças cardiovasculares lideram, com mais de 19 milhões de mortes, seguidas pelos cânceres, com 10 milhões; pelas doenças respiratórias crônicas, com cerca de 4 milhões; e pelo diabetes, com mais de 2 milhões, incluindo mortes relacionadas à doença renal provocada pelo diabetes.

Dias frios podem afetar sua pressão arterial?
Foto: Divulgação

O problema não está apenas na quantidade de pessoas afetadas, mas também na idade em que muitas delas morrem. Em 2021, cerca de 18 milhões de pessoas morreram por DNTs antes dos 70 anos, e 82% dessas mortes prematuras ocorreram em países de baixa e média renda. Brasil também sente o peso das doenças crônicas: no Brasil, as doenças crônicas representam uma parcela importante da mortalidade e impõem um desafio que começa antes mesmo de o paciente chegar ao hospital.

Dados do Ministério da Saúde mostram o impacto dessas doenças no país, neste ano. Segundo o Painel de Monitoramento da Mortalidade por CID-10, do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), até maio de 2026, foram registrados 22.163 óbitos por diabetes mellitus, 124.942 por doenças cardiovasculares, 16.832 por doenças respiratórias crônicas e 93.889 por neoplasias, segundo o Painel de Monitoramento da Mortalidade por CID-10 do Ministério da Saúde.

Em Santa Catarina, o cenário também é expressivo. No mesmo período, foram registrados 819 óbitos por diabetes mellitus, 4.227 por doenças cardiovasculares, 695 por doenças respiratórias crônicas e 4.299 por neoplasias, totalizando 10.040 mortes pelos quatro grupos de doenças. Os números mostram a dimensão do impacto das DNTs e reforçam a importância de medidas voltadas à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao cuidado contínuo.

“Quando falamos em doenças não transmissíveis, é importante entender que a prevenção começa antes do diagnóstico e continua ao longo de toda a vida. A identificação dos fatores de risco, o acompanhamento periódico e a detecção precoce permitem agir mais cedo e reduzir a possibilidade de complicações. Mesmo quando a doença já está instalada, manter o acompanhamento e seguir corretamente o tratamento são fundamentais para preservar a qualidade de vida”, explicou o médico Maurício Perroud.

Saúde de Jaraguá do Sul lança campanha Atestado Responsável
Foto: Prefeitura de Jaraguá do Sul/Divulgação

O risco não está apenas na doença: para a OMS, o desafio da segurança do paciente ganha uma dimensão ainda maior quando se trata de doenças crônicas, pessoas que vivem com DNTs costumam ter contato frequente com os serviços de saúde e podem passar por diferentes profissionais e unidades ao longo do tratamento. Quanto mais longo e complexo é esse percurso, maior é a quantidade de pontos em que podem ocorrer falhas de comunicação, erros de medicação, atrasos no diagnóstico ou problemas na continuidade da assistência.

É justamente essa relação entre doença crônica e segurança que está no centro da campanha, em 2026. “A segurança do paciente não começa quando ele entra no hospital, além de não terminar quando recebe alta. No caso das doenças crônicas, estamos falando de um cuidado que pode acompanhar a pessoa durante anos. Por isso, comunicação, segurança no uso de medicamentos, continuidade da assistência e integração entre os profissionais precisam fazer parte de todo esse percurso”, afirmou a Gilvane Lolato, gerente geral de Operações da ONA.

Prevenção começa antes do diagnóstico: a segurança também está relacionada à capacidade de evitar que a doença avance ou que complicações apareçam. Entre os principais fatores de risco modificáveis para as DNTs estão o tabagismo, a falta de atividade física, o consumo nocivo de álcool, a alimentação inadequada e a poluição do ar. A OMS destaca que prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento são fundamentais para reduzir o impacto dessas doenças.

Paciente também faz parte da segurança: a OMS reforça ainda a importância de colocar as pessoas que vivem com doenças crônicas no centro do cuidado. A campanha, de 2026, defende que esses pacientes sejam parceiros das equipes de saúde na identificação de riscos e na construção de soluções para tornar a assistência mais segura. “Isso inclui compreender a própria condição de saúde, saber para que servem os medicamentos, informar à equipe sobre mudanças no estado de saúde e esclarecer dúvidas antes de iniciar ou interromper um tratamento”, explicou o doutor.

Saiba mais de Santa Catarina: Semana será marcada por mudança no tempo

Semana será marcada por mudança no tempo e aumento do risco de temporais em Santa Catarina
Foto: Thiago Kaue

Quer saber das notícias esportivas de Jaraguá do Sul e região? Clique aqui e participe do nosso grupo de WhatsApp

Últimas notícias

Quando a intolerância política ultrapassa os limites do respeito, a ideologia deixa de ser argumento e passa a servir de justificativa para a intimidação e a violência. "E, em nome de Deus, cometeram-se as maiores atrocidades da história humana.
Edição 2670 do  Jornal do Vale do Itapocu
Política
Horóscopo de Hoje: Previsões e Sorte para 17 de Dezembro de 2025! 🌟
Horóscopo de Hoje

Colunistas

Quando a intolerância política ultrapassa os limites do respeito, a ideologia deixa de ser argumento e passa a servir de justificativa para a intimidação e a violência. "E, em nome de Deus, cometeram-se as maiores atrocidades da história humana.
Edição 2670 do  Jornal do Vale do Itapocu
Política
Horóscopo de Hoje: Previsões e Sorte para 17 de Dezembro de 2025! 🌟
Horóscopo de Hoje

Notícias relacionadas