Região de Jaraguá lidera afogamentos fatais mostra estudo dos Bombeiros

Estudo dos Bombeiros alerta: região de Jaraguá do Sul lidera índices de afogamentos fatais em água doce. Veja cuidados e participe do nosso grupo de WhatsApp.
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Foto: ilustrativa

Região de Jaraguá | Um relatório técnico produzido em 2025, em parceria entre o 7º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e a Defesa Civil de municípios do norte e nordeste do estado, aponta uma concentração de ocorrências de afogamento fatais em Jaraguá do Sul (35,7%), Balneário Barra do Sul (14,3%) e Barra Velha (14,3%). Os dados do relatório foram coletados na pesquisa “Riscos associados a afogamentos fatais não intencionais em ambientes límnicos no estado de Santa Catarina”, produzida pelo Comandante do Corpo de Bombeiros de Barra Velha (7º BBM), Capitão Rafael Manoel José.


O estudo traz dados de afogamentos entre 2017 e 2022, e aponta que as bacias localizadas nas regiões hidrográficas 6 e 7 (Baixada norte e Vale do Itajaí) estão, historicamente, entre as bacias com maior incidência de afogamento no estado. Junto ao Rio Cubatão, o Rio Itapocu integra a Região Hidrográfica 6 de Santa Catarina e concentra o maior número de afogamentos fatais não intencionais em ambientes de água doce da região. Dos 50 casos registrados na região 6, 28 ocorreram na Bacia Hidrográfica do Rio Itapocu.

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RISCOS GRANDES – Na avaliação do Comandante dos Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul (BVJS), Neilor Vicenzi, que também compõe o colegiado do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Itapocu e Bacias Contíguas, os rios de Jaraguá do Sul atraem cada vez mais banhistas. Ele alerta para os cuidados que os banhistas devem ter antes de entrar nos rios. “Mesmo quando o rio parece calmo, ele pode esconder muitos riscos. O leito muda com o tempo. As árvores caem, galhos ficam submersos, pedras se deslocam e locais que antes eram seguros podem se tornar perigosos”.


“É fundamental entrar sempre com cautela, observar o local e nunca pular ou fazer brincadeiras sem conhecer bem o fundo. Um erro muito comum é entrar de forma brusca na água, sem adaptação, já que a temperatura do rio costuma ser bem mais baixa que a do corpo. Esse choque térmico pode causar falta de ar, pânico e levar ao afogamento”, explica Vicenzi.

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TOMAR CUIDADO – A ausência de guarda-vidas é um dos fatores de risco para a ocorrência de afogamentos. De acordo com o Capitão do Corpo de Bombeiros de Barra Velha, Rafael Manoel José, a maioria dos afogamentos fatais não intencionais que acontecem em Santa Catarina acontecem em ambientes não assistidos pelo serviço. “Se não tem presença de guarda-vidas no local, a capacidade de resposta é muito baixa. Ela é inversamente proporcional às outras variáveis, então o risco de afogamento vai ser muito maior”, afirma o Capitão.


Ele observa que a ameaça está ligada às características do ambiente, como a profundidade do rio, a presença de correnteza, a possibilidade de enxurradas e a ausência do serviço de guarda-vidas. Já a vulnerabilidade considera a característica da pessoa que utiliza o ambiente, como a habilidade de nadar, o consumo de álcool e a ausência de equipamentos de segurança, como o colete salva-vidas.

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