Política e Políticos | Um senador irmão do presidente da República? O discurso começa a ser unificado no PL como estratégia para ajudar o ex-vereador carioca, Carlos Bolsonaro (PL), na corrida para o Senado. São duas vagas e, a princípio, não haveria maiores dificuldades para o partido eleger a dupla Carlos e Caroline de Toni.
Mas as últimas pesquisas mostram que o senador Esperidião Amin (PP) também está no jogo e com reais chances de reeleição. Carlos tem como articulador de sua candidatura nada menos que o vice-presidente estadual do PL, Bruno Mello, também filho do governador Jorginho Mello (PL). Uma mão na roda, diga-se, para quem há menos de um mês apareceu em pesquisa eleitoral rejeitado por 43,6% dos 1.280 eleitores entrevistados.
CURTAS
- “Tudo deve se encaminhar entre maio e junho”. A fala é do deputado federal Carlos Chiodini, também presidente estadual do MDB, sobre a aliança formal do partido com João Rodrigues (PSD).
- E há uma razão. É preciso ter a certeza de que a maioria dos filiados do MDB apoiam um candidato do partido para vice-governador na chapa de Rodrigues.
- Para isso, as reuniões regionais para votação, suspensas em abril, deverão ser retomadas. Porém, visto o apurado à época, o encaminhamento será esse mesmo. Até porque ao MDB não resta outro caminho.
- João Rodrigues (PSD), bolsonarista e agora alinhado à candidatura de Ronaldo Caiado, por duas vezes recebeu Jair Bolsonaro (PL) em Chapecó. Jorginho Mello (PL), muito mais, é íntimo da família Bolsonaro.
- Por conta da disputa pelo governo do estado, Rodrigues e Mello estão em lados opostos. Mas, é possível imaginar ambos no palanque do presidenciável Flávio Bolsonaro?
- E, no mesmo palanque, Esperidião Amin (PP), que vai à reeleição na chapa de João Rodrigues, mas com voto declarado publicamente para Flávio Bolsonaro e não para Ronaldo Caiado, o presidenciável do PSD?

O PL quer 2,5 milhões de votos
O PL vai para as urnas de outubro com 41 candidatos a deputado estadual e 17 para a Câmara dos Deputados. “Temos uma lista de pré-candidatos forte, representativa e com capilaridade em todo o estado. Quando se soma o potencial de cada um deles, a projeção é clara: vamos fazer mais de 2,5 milhões de votos juntos. Isso mostra o tamanho do PL em Santa Catarina”, afirmou Bruno Mello. Cirurgião-dentista, Bruno é o filho mais velho do governador Jorginho Mello, vice-presidente estadual do PL e braço direito do pai nas tratativas políticas do partido. O PL projeta eleger 8 deputados federais e 15 estaduais.
VIA BRASIL
- Rodrigo Fachini, ex-vereador de Joinville (dois mandatos) pelo MDB e agora filiado ao Podemos, a partir de hoje (6) assume mandato de deputado estadual.
- Fachini, na condição de suplente entra no lugar da deputada Ana Paula da Silva (Podemos), a Paulinha, que se licencia para alavancar sua candidatura à reeleição.
- Com isso, Joinville passa a ter cinco deputados estaduais. Além de Fachini, Sargento Lima (PL), Mauricio Peixer (PL), Fernando Krelling (MDB) e Matheus Cadorin (Novo).
- Um grupo do PT não apoia Gelson Merisio (PSB) para governador. Querem o ex-vereador Lino Peres (Florianópolis). Candidato a deputado estadual em 2022, Peres fez 8.619 votos.

Litoral ainda não conhece Rodrigues
O ex-governador Luiz Henrique da Silveira (MDB) condenava o que chamava de”litoralização” do governo, concentrando investimentos no litoral catarinense em detrimento do interior. O termo voltou a ser usado dias atrás pelo presidente estadual do PSD, Eron Giordani. Mas agora não para criar estrutura estáticas, “asilos” de políticos aliados como o foram as secretarias regionais de governo extintas em 2018. E, sim, para fazer conhecido do eleitor do litoral o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD). Um nome certamente ainda não “litoralizado”.
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