Política e Políticos | O peso da idade nas urnas

Política e Políticos – O jornalista Celso Machado comenta os principais acontecimentos de Santa Catarina e da região
Política
Foto: Eduardo Valente | Secom

Política e Políticos | Dois nomes de ponta da política catarinense já estão fora da disputa pelo governo do estado em 2030. Um deles é Jorginho Mello (PL) que, se reeleito aos 70 anos completados em 15 de julho, tentará um segundo mandato de senador. Terá, então, 74 anos. A legislação em vigor impede buscar uma terceira reeleição consecutiva para prefeito, governador e presidente da República.

Mello é, até hoje, o governador mais idoso eleito (em 2022) para o cargo em Santa Catarina. O outro, por conta de idade bem mais avançada, é o senador Esperidião Amin (PP), eleito duas vezes governador (1982/1998) e que, aos 79 anos a completar em dezembro, busca um terceiro mandato. Reeleito ou não, deve pendurar as chuteiras. Exceto ilações típicas de anos eleitorais não há, ainda, nomes viáveis de partido nenhum para 2030. E quatro anos passam depressa.

CURTAS

  • Orientado pelo marketing de campanha o governador Jorginho Mello (PL) irá a apenas a quatro debates. Três deles em emissoras de tevê e um da Associação Catarinense de Rádio e TV.
  • Mello, que busca a reeleição, é o alvo principal de João Rodrigues (PSD) e Gelson Merisio (PSB). Que parecem ter unificado o discurso quando o assunto é infraestrutura rodoviária.
  • Rodrigues e Merísio desafiam Mello a provar que, em quatro anos (a se completar em dezembro), tenha concluído a duplicação sequer de uma rodovia.
  • Como os tais “debates” são, na verdade, um verdadeiro tiroteio de discursos de retórica e narrativas contra quem está no poder, Mello tenta se precaver.
  • O governador, aliás, não vai renunciar ao mandato (não precisa porque concorre ao mesmo cargo), conciliando compromissos administrativos com sua agenda de candidato.
  • E nesse vai e vem pelo estado afora, abrirá tempo para entrevistas e, quando provocado, respondendo às acusações de adversários que podem incomodá-lo nas urnas.
Política e Políticos | divulgação

Todos são “paraquedistas”

A Associação Empresarial de Criciúma repete as congêneres de Joinville, Blumenau, Florianópolis, entre outras, em apelo para que o eleitor vote em candidatos (deputados) locais. De fato, quanto mais perto o eleito está, melhor fica para se cobrar o discurso na prática. Porém, nem eles mesmos praticam o que defendem em parceria com essas instituições, porque sabem que, no atual sistema de disputa proporcional, não se elegem em meio a uma multidão de candidatos de todos os partidos se dependerem só do voto das bases locais e regionais. Sempre “invadidas”, como eles também o fazem no sentido inverso, pelos chamados “paraquedistas”. Aqueles que pagam cabos eleitorais longe de suas bases para a cabalar votos no varejo. Por isso mesmo, não querem nem ouvir falar em voto distrital ou coisa parecida. Uma “ameaça” aos que fazem da política uma profissão. Muito bem paga, diga-se.

VIA BRASIL

  • Agora candidato a deputado federal, o ex-governador Raimundo Colombo (PSD) faz campanha amanhã (24) em Jaraguá do Sul e região.
  • A curiosidade é a de saber qual o legado de obras que Colombo, já apontado como bem votado e eleito, deixou para a região em oito anos de governo.
  • O PDT, presidido por Carlos Lupi, ratificou em convenção nacional apoio à reeleição de Lula da Silva (PT) já no primeiro turno. Isso porque Ciro Gomes, o eterno candidato, deixou o partido.
  • Lupi presidiu o INSS, mas caiu em maio de 2025, embora tivesse sido alertado já em 2023, depois de revelado o escândalo da roubalheira contra aposentados e pensionistas.
Política e Políticos | Ricardo Stuckert | Instagram

Lula reforça segurança na campanha

Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, terá segurança reforçada. Além dos agentes do Gabinete de Segurança Institucional, que já o acompanham dia e noite, o petista também vai se valer de grande efetivo da Polícia Federal. Em publicação nas redes sociais, Flávio Bolsonaro (PL) disse temer eventuais “infiltrados” em sua campanha, por não confiar na atual direção da PF. E que, por isso, vai manter a escolta da Polícia Legislativa do Senado, uma prerrogativa do cargo que ocupa. Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) já informaram que vão pedir a proteção do governo federal durante a campanha eleitoral.

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Política e Políticos – O jornalista Celso Machado comenta os principais acontecimentos de Santa Catarina e da região. Política e Políticos – e-mail da coluna: machadocelso01@gmail.com

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