
Política e Políticos | Em alguns casos, o PL estaria votando com o PT na Câmara de Joinville contra projetos de interesse da prefeitura. E isso pode ser usado pelo prefeito Adriano Silva (Novo) como argumento para anunciar sua candidatura a governador. Contra Jorginho Mello (PL), a quem Silva tem em ótima conta por ser “o melhor governador que Joinville já teve” nas palavras do prefeito da cidade onde o governador levou 259.534 votos em 2022. E, por extensão, deletando o “digo hoje que estaremos juntos em 2026” (com Mello) proferido em fevereiro de 2025 em evento na Associação Empresarial local.
Outro argumento para botar o pé na estrada seria os índices favoráveis em pesquisas eleitorais, mesmo não sendo pré-candidato. E, ainda, a provável filiação da deputada federal Caroline de Toni, sem espaço na disputa ao Senado pelo PL. Enfim, nada de novo na postura do prefeito, também pressionado para assumir a disputa. Até porque, em política, ontem é ontem, hoje é hoje e amanhã é outro dia. Que o dia o próprio Novo.
Política e Políticos – O jornalista Celso Machado comenta os principais acontecimentos de Santa Catarina e da região. Política e Políticos – e-mail da coluna: machadocelso01@gmail.com
CURTAS
- Ainda em dezembro desse ano o governador Jorginho Mello (PL) deve assinar decreto criando 26 novas delegacias especializadas em crimes de violência contra a mulher.
- Mas ainda vai se passar um bom tempo até que, efetivamente, saiam do papel com suas estruturas próprias, equipamentos e recursos humanos.
- Em Santa Catarina e até terça-feira (25), 47 mulheres foram assassinadas nesse ano, segundo mostra estatística da Secretaria de Segurança Pública.
- Desde 2020, o estado registra 324 feminicídios. Em média, 54 mulheres mortas a cada ano nesse período ou uma mulher morta por semana.
- São crimes praticados não só por catarinenses, embora a nossa imagem no mapa da violência do país seja essa. Mas, divulgar tal estatística incorreria em crime de preconceito, por exemplo.
- Para quem não sabe, preconceito, segundo a Lei nº 7.716/1989 sancionada pelo então presidente José Sarney, pode gerar reclusão (em regime fechado, semiaberto ou aberto) de dois a cinco anos. Além de multa.
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Em defesa das mulheres
Em meio a celeuma criada no Rio de Janeiro, primeiro estado do país a autorizar a venda e uso de spray de pimenta por mulheres maiores de idade como defesa pessoal- e com a Globo se esforçando na busca de opiniões contrárias à lei sancionada pelo governador Caio Castro (PL) -a Assembleia Legislativa de Santa Catarina analisa dois projetos de lei no mesmo sentido. Como instrumentos de defesa pessoal das mulheres. A diferença, no caso do spray, seria a distribuição gratuita. Outro projeto regulamenta a compra, porte e posse da chamada arma de incapacitação neuromuscular (eletrochoque), de uso exclusivo das polícias. Os deputados Alex Brasil (PL/spray) e Vicente Caropreso (PSDB/eletrochoque) são os autores dos projetos de lei. Em tempo: em 2024, 107 mulheres foram assassinadas no Rio de Janeiro. E outras 55 até julho de 2025.
VIA BRASIL
- Com oito portos, aumentando de forma acelerada o trânsito de caminhões vindos de toda parte do estado, já há prenúncios de esgotamento da malha rodoviária estadual de SC.
- Com os portos fluem para estas regiões do estado novas empresas, serviços e investimentos imobiliários, formando novos gargalos de mobilidade.
- Até porque o programa “Estrada Boa”, do governo do estado, raramente prevê trechos de duplicação de rodovias estaduais, como na SC-108, de Guaramirim a Massaranduba (9kms).
- Juntando com as já congestionadas BR-101 e as BRs-280 e 470, essas duas há onze anos em obras de duplicação, fica fácil prever um horizonte de caos completo.
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MDB ameaça aliança com Mello
“Sem candidato na majoritária nós não ficaremos”. Do deputado Mauro de Nadal (MDB), sobre o risco de o partido ficar sem espaço na chapa de Jorginho Mello (PL). Que sonha com João Rodrigues (PSD) ao Senado, ou mesmo para seu vice. Nos bastidores, trabalha para isso. Seria como remover uma montanha do caminho às urnas. Nadal, ex-presidente da Assembleia Legislativa, ponderado e influente, nunca aprovou o total atrelamento do MDB ao governo de Mello e sempre defendeu candidatura própria ao governo. Como discursava, também, o deputado Carlos Chiodini até antes de assumir a secretaria estadual da Agricultura.
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