Política e Políticos | Pesquisa do Instituto Mapa sobre a corrida ao Senado em Santa Catarina, feita entre 26 de fevereiro e 3 de março, também mostra quem são os mais rejeitados pelos 1.080 eleitores entrevistados: Décio Lima (PT) lidera com 39,4%; Carlos Bolsonaro (PL) 21,1%; Esperidião Amin (PP) com 7,4%e Caroline de Toni (PL) 6,9%. Não rejeita nenhum, 26,5%. Entre os quatro candidatos sugeridos na pesquisa, Décio Lima também tem o menor índice para o primeiro e segundo votos (11,5% e 7,7% respectivamente). Para o primeiro voto (são duas vagas), Carlos Bolsonaro, com 29,7% e Caroline de Toni (PL) com 22,6%, lideram. Amin aparece depois com 21%. No segundo voto, a liderança é de Amin (22,8%), seguido por de Toni com 21,3%.
CURTAS
- Governador Jorginho Mello (PL) e a deputada federal Caroline de Toni (PL) estão autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
- Mas, separadamente. De Toni no dia 8 de abril, Jorginho no dia 11. Vão conversar sobre eleições, é claro. Porém, mais que filiados ao PL, são amigos pessoais.
- Jorginho Mello (PL) ofereceu ao deputado Antidio Lunelli (MDB) a vaga de primeiro suplente de senador da deputada federal Caroline de Toni (PL). Lunelli, consta, disse “não”.
- E seguem mais aceleradas as tratativas entre o MDB e o prefeito João Rodrigues (PSD) que, há pouco tempo, convidou Antidio Lunelli para ser seu vice.
- Nos bastidores, consta que a Federação União Progressista (PP e União Brasil) indicará Esperidião Amin ao Senado. E o MDB, Lunelli. Para o segundo voto. Na prática, uma “doidura”.
- Enquanto isso, secretários estaduais do MDB, PP e ocupantes de cargos comissionados dos dois partidos não dão sinais sobre quando vão “largar o osso” no governo de Jorginho.
Política e Políticos – O jornalista Celso Machado comenta os principais acontecimentos de Santa Catarina e da região. Política e Políticos – e-mail da coluna: machadocelso01@gmail.com

Moisés volta às urnas
Ex-governador Carlos Moisés deve oficializar uma candidatura a deputado federal e já teria convites para se filiar ao PP, União Brasil, PSD ou MDB, partidos que não estão no arco de alianças da campanha à reeleição de Jorginho Mello (PL). Eleito em 2018 pelo Republicanos ((2.064.000 votos), na primeira e avassaladora “onda” Bolsonaro, Moisés ficou só como terceiro mais votado ao tentar reeleição em 2022. Em 2024, um acordo entre o governador e o comando nacional do partido o tirou da presidência do Republicanos, hoje à serviço de Mello.
VIA BRASIL
- Lula da Silva (PT) desistiu de ir ao Chile para a posse do presidente eleito, José Antônio Kast, mesmo sendo (Kast) da ultra/direita. E não deu maiores explicações.
- A viagem daria ao petista mais uma janela para o demagógico discurso sobre diálogo, bom relacionamento com a vizinhança, soberania, democracia e etecetera.
- O motivo, mesmo, é a lista de convidados, que inclui o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Que, em recentes pesquisas, aparece como adversário de alto risco para o petista.
- Lula seria abordado por jornalistas internacionais sobre as pesquisas que já não o colocam como favorito. O que pode mudar até outubro, é claro. Mas agora, melhor é a boca fechada.

Ivete e Seif não assinam CPI
A criação de CPI no Senado para investigar a conduta dos ministros Dias Tofolli e Alexandre de Moraes no escandaloso caso do Banco Master, tem a assinatura de apenas um dos três senadores catarinenses: é a de Esperidião Amin (PP). A senadora Ivete Apell da Silveira (MDB), por sua assessoria, alegou não ter tido tempo para assinar, mesmo que pudesse fazê-lo online.
Mas Jorge Seif (PL) superou-se ao dizer que a CPI é palanque político para o senador Alessandro Vieira (MDB/SE), autor da proposta e com dificuldades para se reeleger: “Bater no STF, em Moraes e Toffoli, é pop, mas não darei apoio a uma CPI que não inclua Lula, Mantega (Guido) e a turma do governo”. Desculpas mais esfarrapadas não precisa. A CPI tratará da conduta dos dois ministros no exercício do cargo. Nomes que possam aparecer é a consequência para, também, se investigar.
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