A ópera Onheama tomou o palco do Femusc com mais de 80 artistas em cena, reunindo orquestra, coro, solistas e elenco infantojuvenil para contar uma história de aventura, magia e coragem na noite de sexta-feira e na tarde de sábado. Sob a direção de Matheus Sabbá, a montagem revisitou a obra 12 anos após a estreia no Festival Amazonas de Ópera, explorando temas como ancestralidade, pertencimento e protagonismo feminino.
O compositor João Guilherme Ripper acompanhou a passagem da orquestra e se emocionou com a performance dos jovens solistas, destacando o talento da nova geração e o impacto da educação musical na formação de intérpretes.
A produção chama atenção pelo olhar sustentável: figurinos assinados por Márcio Paloschi foram feitos com quase uma tonelada de materiais de rejeito da indústria têxtil local foram transformados em elementos da estética da obra, unindo criação artística e consciência ambiental.
Sob a regência do maestro André Santos, cada cena da ópera combinou música, canto, dança e a energia do elenco infantojuvenil, criando uma experiência única de emoção e conexão com o público.
Onheama reforçou o compromisso do Femusc com a música brasileira, a cultura e a arte viva, oferecendo um espetáculo memorável e uma experiência completa de palco. O reconhecimento do público pela qualidade do espetáculo foi total. Foram apenas duas semanas de ensaio. Coisa que somente no Femusc é possível.
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Femusc encerra apresentações, mas segue vivo inspirando a próxima edição
O último dia do Femusc, foi especial. Pela manhã teve o Zoológico Musical e os Concertos para Famílias que tomaram o Grande Teatro da Scar com olhares atentos, sorrisos curiosos e muita música compartilhada entre crianças e famílias.
As apresentações do Femusckinho e do Femusc Jovem mostraram, no palco, a grandiosidade desse processo: em apenas duas semanas, crianças e adolescentes se entregam a uma verdadeira imersão artística, integrando corais, orquestras e até a ópera do festival.
Um momento que reforça o propósito do Femusc: formar músicos, inspirar plateias e transformar vidas por meio da música.
Na plateia, famílias inteiras assistiram as diversas cenas e se emocionaram. Ao longo de dias de imersão, o festival se tornou palco de aprendizado, troca e convivência entre alunos, professores e artistas vindos de diferentes lugares, unidos por uma mesma linguagem: a música.

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Foram salas e corredores tomados por ensaios, estudos e descobertas. Concertos que emocionaram, bastidores pulsando criatividade, crianças dando seus primeiros passos musicais e profissionais consagrados dividindo conhecimento e experiência.
Cada momento vivido reforçou o papel do Femusc como espaço de formação, excelência artística e construção cultural.
A música que ecoou nesses dias não se encerrou: ela segue viva, inspirando novos caminhos e se encontra novamente na 22ª edição do Femusc, em janeiro de 2027.
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