Os 4 Caminhos (e os Espinhos) do MDB
Demitido sem aviso prévio pelo governador Jorginho Mello (PL), ao MDB restaram quatro caminhos, mas todos cheios de obstáculos: lançar um nome do partido para governador numa empreitada kamikaze; juntar-se à esquerda (como o é no plano nacional) apoiando o ex-deputado Gelson Merisio, que deve se candidatar pelo PSB; uma aliança com João Rodrigues (PSD),emplacando o vice e uma vaga ao Senado, ou convencer o ex-governador Raimundo Colombo (PSD) a se filiar ao partido e ir para as urnas atrás de um terceiro mandato.
MDB e Colombo
O MDB e Colombo já governaram juntos, mas ambos vêm de sucessivas derrotas nas urnas, em 2018 e 2022, e não há indicativos de que representariam uma terceira via.
PSD e MDB são parceiros do PT
A ideia de uma aliança com a esquerda não tem apoio da maioria do partido, mesmo que MDB e PSD tenham longa convivência com governos do PT. O MDB, oficialmente, desde 2011, com Dilma Rosseff. O PSD embarcou depois, no segundo mandato da petista. Mas, e o que dizer ao eleitor bolsonarista e conservador de Santa Catarina?
MDB não tem nomes
Um nome viável para as urnas de outubro na disputa pelo governo do estado o MDB não tem. Nada além de especulações sobre Carlos Chiodini, presidente estadual do partido e com votaçóes abaixo dos 100 mil votos em duas eleições para deputado federal.
O Dilema ideológico e a sombra de Brasília
E, finalmente, emplacar um nome na chapa majoritária de João Rodrigues (PSD), a vice ou senador. Rodrigues, aliás, já ofereceu a vaga de vice ao MDB. Ao PP e PSDB o prefeito de Chapecó quer negociar as vagas para o Senado. Mas, até agora, nada passou, todas as vertentes possíveis ainda estão no plano das conversas.
Marilisa Boehm: Recuar para Avançar?
Marilisa Boehm (PL), vice-governadora, desistiu de se candidatar a deputada estadual. Ela diz que fica no cargo para que Jorginho Mello (PL) e o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo) possam fazer uma campanha tranquila. Marilisa já candidatou-se a vereadora (2012), vice-prefeita (2016) e deputada estadual (2018), mas nunca teve votos suficientes para se eleger.
O xeque-mate de Caroline
Muda o número, do 22 para o 30, mas a reeleição do governador Jorginho Mello (PL), com Adriano Silva (Novo) de vice, e a candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado é a condição imposta pela deputada federal Caroline de Toni para sair do PL e filiar-se ao Novo. Ou seja, ela não pretende mudar em nada o projeto majoritário que tinha em mente antes da chegada do filho de Jair. Porém, essa condição precisa ser aceita pelos partidos que apoiam o governador.
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