A equipe de Resgate de Fauna da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama) recolheu nesta semana um filhote de gato-maracajá (Leopardus wiedii) que foi resgatado, inicialmente, pelos Bombeiros Voluntários. Por estar bastante magro e com sinais de desidratação, o pequeno felino foi encaminhado para avaliação veterinária. Porém, na passagem pela fundação, um fato chamou a atenção da equipe: o espécime, que tem cerca de 4 a 5 meses, é manso, o que leva a crer que foi criado em cativeiro, como animal doméstico, o que configura crime ambiental, tendo em vista que é um animal silvestre nativo. “Ocorre que, muitas vezes, as pessoas encontram o filhote sozinho na mata e acham que foi abandonado pela mãe, que saiu apenas para caçar. Então, acabam recolhendo o filhote. Neste caso, em específico, acreditamos que a pessoa manteve o felino em casa, o que é proibido. Eles possuem necessidades biológicas e de espaço que uma residência não pode suprir”, explicou o biólogo Christian Raboch Lempek. A espécie está ameaçada de extinção e capturá-lo ou mantê-lo em casa viola a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), além disso, há o fator de segurança. Embora pequenos, com tamanho próximo a um gato doméstico, são predadores silvestres, o que traz riscos sérios de acidentes e ataques. O filhote está passando por tratamento em uma clínica veterinária conveniada à Prefeitura Municipal e após apresentar melhora do quadro, será encaminhado para reabilitação. Caso encontre um animal silvestre ferido, perdido ou em situação de risco, jamais tente capturá-lo. O procedimento correto é acionar imediatamente um órgão ambiental, como a Fujama, por exemplo, para fazer o resgate de forma segura e a soltura adequada.

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