Flávio José | O Parque da Inovação, no Três Rios do Sul, passa por melhorias estruturais e tecnológicas. Um dos avanços será a instalação de seis câmeras de vigilância, incluindo dispositivos de reconhecimento facial na entrada do parque. A estrutura também permitirá, futuramente, a implantação de sonorização com música ambiente e comunicados de utilidade pública. Em relação ao reconhecimento facial, é um caminho sem volta em favor da segurança. Na Festa do Pinhão, em Lages, o sistema foi usado e funcionou. Em novembro teremos a Schützenfest e, quem sabe, uma oportunidade de tornar a maior festa dos atiradores do Brasil ainda mais segura, afastando maus elementos com ficha criminal.
A CONTA SÓ AUMENTA – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um reajuste médio de 13,53% nas tarifas da Celesc. O aumento atinge mais de 3 milhões de consumidores em Santa Catarina e será sentido principalmente pelas famílias, que terão alta de 12,3% na tarifa residencial. Para pequenos comércios e áreas rurais, a elevação será de 12,41%, e para grandes indústrias, de 15,8%. A Celesc diz que o aumento não é somente seu e que o principal fator para a alta foi o crescimento de 36% no valor da Conta de Desenvolvimento Energética, fundo federal que financia políticas públicas como descontos para famílias na tarifa social, Programa Luz para Todos, subsídios para regiões isoladas e incentivos a fontes renováveis.
RETORNO É ÍNFIMO – Quer dizer. Tem um monte de penduricalhos, isenção nas contas de luz do governo federal, mas não é de graça. Alguém paga a conta e, no caso, os consumidores. Não existe almoço grátis. De alguma fonte o dinheiro precisa vir. É paulada em cima de paulada sobre o cidadão, que já não aguenta mais. O retorno disso é praticamente zero. É simples: gestores ineptos transferem para o cidadão as contas das suas gastanças desenfreadas. O reajuste que passa a valer nesta sexta-feira é 2,3 vezes maior que a inflação acumulada em 12 meses e é mais uma despesa que vai pesar no orçamento das famílias e de pequenos negócios. E recorrer a quem? Ao papa, ao bispo, ao governador, ao presidente?
Flávio José: coluna de política, variedades e assuntos relevantes de toda a região do Vale do Itapocu. Flávio José – e-mail da coluna: flavio@observamais.com.br
PLANO DE ELETROMOBILIDADE – Quando se trabalha sério, as coisas acontecem. Nesta semana foram empossados os novos integrantes do Conselho Municipal de Inovação, que faz a conexão entre o poder público, setor empresarial, universidades e sociedade civil, para o fortalecimento do ecossistema. Um dos destaques da pauta foi a apresentação do Plano de Eletromobilidade de Jaraguá do Sul, que tem entre os compromissos contribuir para que a cidade alcance carbono neutro até 2076, isto é, 50 anos. A ideia prevê a adoção de veículos elétricos, estruturação de eletropostos públicos e privados e a substituição gradual da frota municipal por veículos limpos. Utopia? Não! Vai chegar antes disso.
SAÚDE CARDIOVASCULAR – Com a finalidade de compreender melhor os desafios e potencialidades relacionadas à saúde cardiovascular em Jaraguá do Sul, a Associação Jaraguá Mais Saudável, por meio do convênio com a Secretaria Municipal de Saúde, está realizando um estudo em três bairros da cidade. A iniciativa faz parte do convênio firmado entre as instituições e busca conhecer mais de perto as condições que influenciam na saúde da população — como indicadores de saúde e infraestrutura dos bairros. A pesquisa iniciou em abril e finaliza em novembro. É uma bela iniciativa para construir estratégias mais efetivas na prevenção de doenças crônicas e na promoção de vida com mais qualidade.
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MIGRAÇÃO SOBE EM SC – Entre 2017 e 2022, Santa Catarina teve uma taxa líquida de migração de 4,66%, conforme dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE em 2025. Ao todo, 503.580 pessoas migraram para o estado, vindos de outras localidades do Brasil. Paralelamente, no mesmo período, 149.230 pessoas saíram de SC para morar em outras unidades federativas. Com isso, Santa Catarina detém um saldo positivo de 354,3 mil novos moradores a partir de migração no próprio país. Esse cenário também tem implicações na Justiça Eleitoral catarinense para as Eleições Gerais de 2026, já que esses novos moradores podem fazer a transferência do domicílio eleitoral para as cidades que migraram.
TRANSFERÊNCIA DE TÍTULOS – A propósito, nas cidades da região, têm muitas pessoas que residem e trabalham, mas não votam aqui. É interessante que façam a transferência do título eleitoral e participem ativamente como cidadãos. Em 2026, o eleitorado catarinense escolherá representantes para seis cargos: deputado estadual, deputado federal, senador (1ª vaga), senador (2ª vaga), governador e presidente da república. Assim, para garantir o direito ao voto e a representação no Executivo e Legislativo, é interessante que fixem o endereço eleitoral. Nesse período do ano, os Cartórios Eleitorais têm baixas demandas, mas, próximo ao pleito pode haver filas. Fica a dica.
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