
Estratégia de Jorginho Mello desmorona com exclusão de Ivan Naatz da lista do TJSC
A tão esperada lista tríplice do Tribunal de Justiça de Santa Catarina jogou um balde de água gelada nos planos políticos do governador Jorginho Mello (PL). A exclusão de Ivan Naatz – considerado peça-chave na estratégia de movimentação de cargos e rearranjos partidários – desmontou qualquer tentativa de promover a famosa “dança das cadeiras” entre os liberais. Resultado: o suplente Jeferson Cardozo não assume, os planos emperram e o governo assiste, impotente, a um tabuleiro político que não se mexe.
Em votação secreta, o Tribunal de Justiça definiu os três nomes que seguem para escolha do governador:
- William Medeiros de Quadros – 65 votos
- Márcio Luiz Fogaça Vicari – 59 votos
- Giane Brusque Bello – 59 votos
Os três superaram os demais integrantes da lista sêxtupla enviada pela OAB, consolidando uma escolha técnica, mas politicamente indigesta para certos grupos.
O problema é simples, mas devastador para o plano do governo: Ivan Naatz ficou de fora.
Sem Ivan Naatz na lista, evapora a expectativa de uma vaga na Assembleia Legislativa. E, com isso, cai por terra o projeto de Jorginho Mello de abrir espaço para Jeferson Cardozo, suplente que já esperava com o terno pronto para a posse.
A estratégia do governador dependia de um encaixe perfeito – uma sincronia milimétrica entre a aposentadoria no Judiciário, as escolhas da OAB e a lista tríplice. Mas política não é relógio suíço, e o TJSC mostrou que não dança conforme a música do Centro Administrativo.
A ausência de Naatz expõe, de forma cristalina, o limite da influência do governo sobre processos institucionais que ele imaginava controlar com facilidade. A aposta era ousada, mas faltou leitura de cenário. Faltou articulação. Faltou tato.
E, acima de tudo, sobrou confiança demais na ideia de que tudo se alinharía ao gosto do governo.
Agora, resta ao governador escolher entre os três nomes apresentados, sem qualquer ganho político adicional e sem poder acionar a engrenagem que tanto desejava movimentar.
A derrota é silenciosa, porém ruidosa. O governo não perde votos, não perde cargos e não perde aliados. Mas perde narrativa, perde timing e perde a chance de reorganizar o jogo interno do PL. A lista tríplice do TJSC, ao ignorar Naatz, simplesmente apagou da mesa a peça que Jorginho Mello contava mover.
E assim, sem dança, sem troca, sem alívio político, o governo segue assistindo – de camarote – ao próprio xadrez sem movimentos.

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