
Acredito que roubar dinheiro público destinado às crianças — como o dinheiro da merenda escolar, os recursos para a compra de remédios e vacinas — é um crime horrendo. Não se mexe com crianças. Elas são puras, dependem de nós para tudo, e fazer isso é quase o mesmo que matá-las.
Mas fico impressionado com o fato de que, quando políticos e “politiqueiros” ligados à educação criam políticas que deixam nossos futuros adultos sem condições mínimas intelectuais para mudar de vida, ninguém se indigna da mesma forma. Quando tiram o direito a um futuro digno das nossas crianças, quando negam o mínimo de sabedoria para que elas possam viver — e não apenas sobreviver —, todos acham normal.
Agora, em Jaraguá do Sul, parece que querem que todas as crianças passem de ano sem reprovação. Isso é jogar o futuro delas na lama. Já passam quase todos; agora, abolir a reprovação é mandar um recado claro: de que não é preciso se esforçar para nada, de que basta fazer o que gostam, e que, mesmo sem compromisso com o que é importante, o futuro será bom.
Mas, quando essa geração encarar a vida real e o mercado de trabalho, verá algo terrível — e não estará preparada para isso, tornando-se uma legião de doentes sociais.
Não estou dizendo que é só por meio dos estudos e dos diplomas que as pessoas ganham dinheiro. Mas afirmo com convicção: em nosso país, 90% das pessoas que conseguem ter uma vida melhor que a de seus pais o fazem através do estudo.
As políticas educacionais atuais estão matando o futuro dos nossos filhos e parentes, criando uma verdadeira “gororoba social”, apoiada por “ratazanas” que se dizem educadoras e que defendem essas práticas criminosas contra as crianças.
Se não riscarmos esses vermes “pseudoeducadores” da vida acadêmica e não transformarmos a escola em um verdadeiro centro de conhecimento — um espaço que prepare os jovens para enfrentar a realidade do mercado de trabalho —, continuaremos produzindo gerações perdidas.
Reivindico não apenas o direito à vida para a próxima geração, mas luto para que ela possa se transformar e ter uma bela vida.
A escola pública, hoje, tornou-se um moedor de carne intelectual. Destrói a mente de crianças e jovens.
Mas há solução: se você, pai ou mãe, realmente se preocupa com o conhecimento e a formação do seu filho, basta colocá-lo em uma escola particular — que custa, apenas na mensalidade, fora uniforme, material escolar e outras despesas, mais do que muitos recebem de salário em um mês.
E assim fica a minha pergunta:
Isso é justo?
Levando em conta toda a carga de impostos que pagamos e o quanto a vida no Brasil é um eterno “correr atrás da máquina”?

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