
Mês que vem veremos o show de horrores da educação se manifestar em nossa vida cotidiana, levando ao constrangimento de alunos que saem do ensino médio sem saber português e matemática básica.
Essa geração será tachada como uma “geração perdida”, mas ninguém parece se atentar ao fato de que quem mais colaborou para essa tragédia foi justamente quem deveria cuidar da educação: os órgãos municipais e estaduais, as secretarias de educação.
Não é segredo para ninguém que, há décadas, existe uma pressão sobre os professores para que não reprovem alunos. E, se o caso for muito crítico, que os números de reprovação não ultrapassem 0,5%. Há ainda gestores e diretores que obrigam seus professores a aprovar todos os estudantes, transformando a educação em uma farra de dirigentes “acéfalos” e canalhas, preocupados apenas com os números apresentados, sem qualquer compromisso com o impacto social desse desastre.
Quando um aluno que não estuda e não se esforça aprende que, mesmo não fazendo nada, o mundo irá lhe presentear com a maior honraria — que, no caso da escola, é passar de ano —, estamos deixando claro, em seu subconsciente, que o mundo perdoa a preguiça. Passamos a ensinar que, no mercado de trabalho, tudo se ajeitará conforme a sua vontade; que, mesmo sem esforço, sempre haverá uma segunda chance.
Estamos formando jovens incapazes de encarar o mundo como ele realmente é. Assim, criamos a geração que menos quer se esforçar na vida e, ao mesmo tempo, a que mais sofre com depressão e ansiedade já registrada.
O circo de horrores do fim do ano já está sendo armado. No estado, a canalhice é conhecida: não se pode reprovar mais de 0,5%. E há diretores(as) repulsivos(as) que dizem com orgulho: “Na minha escola ninguém reprova!” — um claro autoritarismo vindo de quem não é digno de ocupar um cargo na educação.
No município, o cenário não é diferente. Há uma forte pressão da Secretaria de Educação para que a taxa de reprovação seja de 0,0%. Espero que o Ministério Público esteja atento a esses absurdos implantados por verdadeiros criminosos da educação. Porque, se isso acontecer e ninguém responder judicialmente, aí sim estaremos perdidos — será o sinal de que a sociedade chegou ao fim, e talvez só reste mesmo correr para as montanhas.
Não acredito que seja difícil fazer o que é certo. Sei, por experiência como professor, que avaliar um aluno é algo complexo — e sei também que os professores sabem fazer isso com competência. O problema são os polítiqueiros, fantasiados de secretários de educação, que transformam um cargo tão importante em um circo de vaidades, apenas para não perder o salário que jamais receberiam por mérito ou competência.

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