Eduardo Bolsonaro te representa?
Ouvindo o vídeo-resposta de Eduardo Bolsonaro às declarações da deputada estadual por Santa Catarina, Ana Campanholo, disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=dYk9pyy7uO4, percebi que a minha amada direita está se desviando para uma parcela da população que chamo de “direita xiita”.
Sempre fui adepto de uma ideologia de direita ortodoxa, mas para isso foi preciso estudar muito — principalmente a história da direita no mundo. E para ter uma visão realmente ampla, é necessário também conhecer a esquerda, a esquerda progressista, a esquerda marxista, o liberalismo, e assim por diante. Isso demanda tempo e vontade.
Mas por que digo que a direita está se tornando xiita?
Primeiro, é preciso lembrar que os xiitas são muçulmanos que acreditam que Ali, genro e primo do profeta Maomé, e seus descendentes, são os verdadeiros sucessores e líderes da comunidade muçulmana.
Nas palavras de Eduardo Bolsonaro, percebi um tom quase religioso ao colocar Jair Bolsonaro como uma espécie de “Deus da direita” — como se ninguém que se oponha à esquerda pudesse, ao mesmo tempo, discordar do “Bolsonaro, coração de leão”, nosso “maravilhoso monarca”. Ele se refere ao pai com termos de intocável e único grande líder da direita no país.
Notei traços de psicopatia política. As palavras dele remetem à ideia de que: “ou você está com Bolsonaro, ou vai para o inferno.”
Segundo Eduardo, Carlos Bolsonaro não pode ser criticado e pode concorrer por onde quiser, simplesmente porque assim deseja o monarca Bolsonaro.
Convido todos a assistirem ao vídeo e perceberem o tom soberbo de quem se coloca como parte de uma família abençoada por Deus para salvar o mundo. Há algo de religioso, doentio e controlador em suas falas — não muito diferente dos discursos mais radicais da esquerda.
Com esse vídeo, a família Bolsonaro se coloca como se mandasse e pronto, e quem não abaixar a cabeça é traidor.
Convido também a leitura do diário de Che Guevara — o mesmo tom de linguagem aparece ali: doentio e assustador, especialmente nas frases direcionadas a quem ousa questionar qualquer ideia “vinda do palácio do rei”.
O que eu temia aconteceu: a família Bolsonaro não quer sair do poder, assim como Lula. Sentiram o gosto do sangue do poder e se banquetearam. Quando falam em “voltar ao poder”, o olho brilha, a sociopatia aflora, e a família “Borbom Bragança Bolsonarista” se autoproclama salvadora do Brasil.
Agora, a luta parece ser entre os idiotas da direita e os idiotas da esquerda, disputando para ver qual deus é melhor para comandar as forças do céu.

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