
A Direita rachou…
Olha como a vida insiste em nos presentear com espetáculos tragicômicos. Como diz o ditado: “vou morrer e não vou ver tudo”. Pois bem, mais um capítulo desse teatro nacional acaba de estrear. Flávio “rachadinha” Bolsonaro — que já transformou o verbo rachar em marca registrada — conseguiu, mais uma vez, rachar a própria direita.
É quase poético, se não fosse trágico. O filho mais enrolado de Bolsonaro é justamente o escolhido pelo “painho” para ser candidato à Presidência pelo PL. E a parte da direita que ainda usa o cérebro, claro, achou isso um absurdo completo.
Deputados da base “direita”, estaduais e federais, correram para dizer que foi “uma escolha contra o sistema”, porque o “sistema” queria Tarcísio. Foi o bastante para que a Bolsa de Valores tivesse uma crise nervosa digna de novela mexicana. A mensagem foi clara: se a disputa for entre Lula “ladrão” e Flávio “rachadinha”, talvez seja melhor devolver o Brasil pros índios e pedir desculpas pelo transtorno.
Enquanto isso, a família segue no seu reality show particular. Eduardo “bananinha” Bolsonaro — sempre o papagaio de pirata americano que tenta copiar sem entender — atingiu o número de faltas necessário para ser cassado. Traduzindo: não trabalha, não aparece, se autoexilou, e ainda assim a culpa é de quem ousa cobrar. Tragicômico é pouco.
Já Carluxo Bolsonaro resolveu fazer turismo político em Santa Catarina, exigindo — como qualquer adolescente mimado — uma vaguinha no Senado. Imaginem: Santa Catarina com Carluxo senador e, de brinde, o primo dele como “primeira-dama do Senado”. É de cair o queixo. Mais vergonhoso ainda é assistir a catarinenses de nascimento e de coração balançando a cabeça em concordância, como se isso fosse normal.
E olhando para o PL, a cena não melhora. Observem os políticos de Joinville, lembrem-se do deputado estadual quase eleito por Jaraguá do Sul… Se isso não é material para um stand-up de tragédia nacional, eu não sei o que é.
No fim das contas, não existe “político ladrão” ou “político ruim”. Existem pessoas ruins e ladrões que nós colocamos lá. Essa é a verdadeira comédia de erros — protagonizada por nós mesmos.
A família Bolsonaro destruiu algo que os conservadores haviam construído com esperança e trabalho. Hoje, essa esperança está soterrada na lama, e tem gente que ainda acredita em ressurreição política dessa turma. Confesso que, nesse circo de horrores, se existe alguém capaz de evitar que o país despenque ainda mais, é justamente o tão odiado — e inevitavelmente útil — Centrão.

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