Direita no palanque, esquerda na caneta: o teatro político catarinense

Direita no palanque, esquerda na caneta: o teatro político catarinense Para as eleições, o governador Jorginho Mello passou a perna no MDB, partido que conta com 69 prefeitos e 59…
Para as eleições, o governador Jorginho Mello passou a perna no MDB, partido que conta com 69 prefeitos e 59 vice-prefeitos, ao preterir a sigla em favor do prefeito do maior colégio eleitoral de Santa Catarina: Joinville. Sinceramente, não consigo entender quais contas o governador fez. O número de votos obtidos pelo prefeito foi, de fato, expressivo — mas isso precisa ser contextualizado. Adriano concorreu praticamente sozinho. Não havia um adversário real capaz de disputar a Prefeitura de Joinville. Seu “grande concorrente” foi o PL, que lançou um candidato que mais parecia um mascote da direita do que um candidato de verdade. Uma piada pronta. Adriano nadou de braçada do início ao fim, e isso, por si só, não o credencia como um grande nome para vice-governador. Mas, como diz o poeta: “Inteligente é eles, nós só damos pitaco.” O que realmente espanta é ouvir, repetidamente, o mantra: “Precisamos de um governador de direita.” Ora, quando Santa Catarina teve um governador de esquerda? Vão me dizer que Raimundo Colombo, Luiz Henrique da Silveira, Esperidião Amin ou Paulo Afonso Vieira eram de esquerda? Isso já nasce como uma anedota sem sentido. Aliás, vale lembrar: o maior número de leis de viés claramente esquerdista em Santa Catarina foi assinado justamente por um governador que se dizia de direita — o “bombeirinho” Moisés. Jorginho Mello segue a mesma cartilha: bate com uma mão e afaga com a outra. De um lado, discurso conservador. Do outro, prática progressista e populista. O governador despeja dinheiro público em universidades particulares, vendendo a ideia de “faculdade gratuita”, quando, na prática, o Estado paga caro por algo que hoje se encontra por R$ 100 por mês em diversas instituições. E é preciso lembrar o óbvio: não é obrigação do Estado financiar ensino superior, mas sim garantir educação básica e ensino médio de qualidade — exatamente onde Santa Catarina está falhando de forma vergonhosa. Os números não mentem: Matemática (Ensino Médio): apenas 5,5% dos alunos da rede pública atingem o nível adequado. Ou seja, 94,5% concluem o terceiro ano sem dominar a disciplina. Língua Portuguesa (Ensino Médio): somente 34,1% terminam com aprendizado adequado. Ranking: Santa Catarina ocupa posições constrangedoras — 8º em Português e 9º em Matemática. Embora o estado ainda supere ligeiramente a média nacional (5,2% em matemática e 32,4% em português), a realidade é clara: os indicadores vêm piorando ano após ano, sem direção, sem estratégia e sem perspectiva de melhora. Sempre fomos um estado conservador, governado por políticos de perfil conservador. Foi assim que nos tornamos fortes. Foi assim que já tivemos a melhor educação do país. Hoje, após oito anos de governos bolsonaristas, nossa educação está abandonada, fragilizada e sem horizonte. Mas o discurso continua o mesmo: “Se você é conservador, tem que votar nos candidatos do partido do Bolsonaro.” Definitivamente, para os alienados da direita, a palavra “Bolsonaro” passou a exercer o mesmo papel simbólico que a “picanha” exerce para os retardados da esquerda: uma promessa vazia, emocional, irracional — e eternamente frustrada.
Foto: Direita no palanque, esquerda na caneta: o teatro político catarinense

Direita no palanque, esquerda na caneta: o teatro político catarinense

Para as eleições, o governador Jorginho Mello passou a perna no MDB, partido que conta com 69 prefeitos e 59 vice-prefeitos, ao preterir a sigla em favor do prefeito do maior colégio eleitoral de Santa Catarina: Joinville.

Sinceramente, não consigo entender quais contas o governador fez. O número de votos obtidos pelo prefeito foi, de fato, expressivo — mas isso precisa ser contextualizado. Adriano concorreu praticamente sozinho. Não havia um adversário real capaz de disputar a Prefeitura de Joinville. Seu “grande concorrente” foi o PL, que lançou um candidato que mais parecia um mascote da direita do que um candidato de verdade. Uma piada pronta. Adriano nadou de braçada do início ao fim, e isso, por si só, não o credencia como um grande nome para vice-governador.

Mas, como diz o poeta: “Inteligente é eles, nós só damos pitaco.”

O que realmente espanta é ouvir, repetidamente, o mantra:
“Precisamos de um governador de direita.”
Ora, quando Santa Catarina teve um governador de esquerda?
Vão me dizer que Raimundo Colombo, Luiz Henrique da Silveira, Esperidião Amin ou Paulo Afonso Vieira eram de esquerda? Isso já nasce como uma anedota sem sentido.

Aliás, vale lembrar: o maior número de leis de viés claramente esquerdista em Santa Catarina foi assinado justamente por um governador que se dizia de direita — o “bombeirinho” Moisés. Jorginho Mello segue a mesma cartilha: bate com uma mão e afaga com a outra.

De um lado, discurso conservador. Do outro, prática progressista e populista. O governador despeja dinheiro público em universidades particulares, vendendo a ideia de “faculdade gratuita”, quando, na prática, o Estado paga caro por algo que hoje se encontra por R$ 100 por mês em diversas instituições. E é preciso lembrar o óbvio: não é obrigação do Estado financiar ensino superior, mas sim garantir educação básica e ensino médio de qualidade — exatamente onde Santa Catarina está falhando de forma vergonhosa.

Os números não mentem:

Matemática (Ensino Médio): apenas 5,5% dos alunos da rede pública atingem o nível adequado. Ou seja, 94,5% concluem o terceiro ano sem dominar a disciplina.

Língua Portuguesa (Ensino Médio): somente 34,1% terminam com aprendizado adequado.

Ranking: Santa Catarina ocupa posições constrangedoras — 8º em Português e 9º em Matemática.

Embora o estado ainda supere ligeiramente a média nacional (5,2% em matemática e 32,4% em português), a realidade é clara: os indicadores vêm piorando ano após ano, sem direção, sem estratégia e sem perspectiva de melhora.

Sempre fomos um estado conservador, governado por políticos de perfil conservador. Foi assim que nos tornamos fortes. Foi assim que já tivemos a melhor educação do país. Hoje, após oito anos de governos bolsonaristas, nossa educação está abandonada, fragilizada e sem horizonte.

Mas o discurso continua o mesmo:
“Se você é conservador, tem que votar nos candidatos do partido do Bolsonaro.”

Definitivamente, para os alienados da direita, a palavra “Bolsonaro” passou a exercer o mesmo papel simbólico que a “picanha” exerce para os retardados da esquerda: uma promessa vazia, emocional, irracional — e eternamente frustrada.

Para as eleições, o governador Jorginho Mello passou a perna no MDB, partido que conta com 69 prefeitos e 59 vice-prefeitos, ao preterir a sigla em favor do prefeito do maior colégio eleitoral de Santa Catarina: Joinville. Sinceramente, não consigo entender quais contas o governador fez. O número de votos obtidos pelo prefeito foi, de fato, expressivo — mas isso precisa ser contextualizado. Adriano concorreu praticamente sozinho. Não havia um adversário real capaz de disputar a Prefeitura de Joinville. Seu “grande concorrente” foi o PL, que lançou um candidato que mais parecia um mascote da direita do que um candidato de verdade. Uma piada pronta. Adriano nadou de braçada do início ao fim, e isso, por si só, não o credencia como um grande nome para vice-governador. Mas, como diz o poeta: “Inteligente é eles, nós só damos pitaco.” O que realmente espanta é ouvir, repetidamente, o mantra: “Precisamos de um governador de direita.” Ora, quando Santa Catarina teve um governador de esquerda? Vão me dizer que Raimundo Colombo, Luiz Henrique da Silveira, Esperidião Amin ou Paulo Afonso Vieira eram de esquerda? Isso já nasce como uma anedota sem sentido. Aliás, vale lembrar: o maior número de leis de viés claramente esquerdista em Santa Catarina foi assinado justamente por um governador que se dizia de direita — o “bombeirinho” Moisés. Jorginho Mello segue a mesma cartilha: bate com uma mão e afaga com a outra. De um lado, discurso conservador. Do outro, prática progressista e populista. O governador despeja dinheiro público em universidades particulares, vendendo a ideia de “faculdade gratuita”, quando, na prática, o Estado paga caro por algo que hoje se encontra por R$ 100 por mês em diversas instituições. E é preciso lembrar o óbvio: não é obrigação do Estado financiar ensino superior, mas sim garantir educação básica e ensino médio de qualidade — exatamente onde Santa Catarina está falhando de forma vergonhosa. Os números não mentem: Matemática (Ensino Médio): apenas 5,5% dos alunos da rede pública atingem o nível adequado. Ou seja, 94,5% concluem o terceiro ano sem dominar a disciplina. Língua Portuguesa (Ensino Médio): somente 34,1% terminam com aprendizado adequado. Ranking: Santa Catarina ocupa posições constrangedoras — 8º em Português e 9º em Matemática. Embora o estado ainda supere ligeiramente a média nacional (5,2% em matemática e 32,4% em português), a realidade é clara: os indicadores vêm piorando ano após ano, sem direção, sem estratégia e sem perspectiva de melhora. Sempre fomos um estado conservador, governado por políticos de perfil conservador. Foi assim que nos tornamos fortes. Foi assim que já tivemos a melhor educação do país. Hoje, após oito anos de governos bolsonaristas, nossa educação está abandonada, fragilizada e sem horizonte. Mas o discurso continua o mesmo: “Se você é conservador, tem que votar nos candidatos do partido do Bolsonaro.” Definitivamente, para os alienados da direita, a palavra “Bolsonaro” passou a exercer o mesmo papel simbólico que a “picanha” exerce para os retardados da esquerda: uma promessa vazia, emocional, irracional — e eternamente frustrada.
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