
Cuidamos da natureza, mimamos PETs… e abandonamos crianças
Não vejo quase ninguém falando sobre isso. Antes da COP30, vergonhosamente organizada em Belém do Pará, Bill Gates pediu à comunidade global que concentrasse seus esforços principalmente em melhorar o bem-estar humano, a saúde e a agricultura nos países em desenvolvimento.
Ele ressaltou que o aquecimento global e as transformações que isso provoca não vão acabar com o mundo, muito menos com a vida na Terra.
Finalmente as mentes brilhantes estão se abrindo. Há décadas, baseado em evidências científicas, venho afirmando e ensinando que o tal “aquecimento global que causa o Armagedom” era uma falácia criada para que muitos se tornassem bilionários com a indústria do “Salve o Planeta”, vamos salvar a natureza!.
Em seu manifesto, Gates rejeita o alarmismo climático e convoca as nações a cuidarem mais das pessoas, das suas necessidades básicas. A população está crescendo? Sim. Há mais necessidade de energia no mundo? Sim. Então que assim seja — com responsabilidade, mas focando no mínimo bem-estar do ser humano.
Muitos dos pseudocientistas e amantes de comer pasto se preocupam mais com a natureza e os animaizinhos, dando um grande “não me importo” para os seres humanos, como se uma tartaruga devesse ter mais direitos que uma criança. Enquanto, em nosso país, mais de 60% da população não tem duas refeições por dia — e muitas vezes nenhuma — animais são tratados como reis e rainhas em lares onde os humanos saem para ganhar o sustento de um PET.
Casas de acolhimento em nossa cidade têm dezenas de crianças que não ganham sequer um quadradinho de chocolate para se alegrar, que nunca recebem um abraço, um beijo afetuoso, um olhar que as incentive a ser melhores; enquanto isso, bichinhos de estimação são levados para passear porque precisam se exercitar ou porque, caso contrário, ficarão estressados — e ainda comem rações de centenas de reais. Se isso não prova a falência da sociedade que conhecemos, nada mais prova.
Sabe qual é a parte irônica disso tudo? No fim de semana, as igrejas estarão cheias, e as redes sociais lotadas de pessoas exibindo o quanto são bondosas e puras. Mas a grande maioria dessas pessoas tem um animal de estimação e não alimentou um único ser humano faminto.
Se o dinheiro gasto com animais de estimação fosse direcionado para alimentar pessoas que passam fome — é triste pensar nisso — simplesmente não haveria fome no mundo.
Acredito que um dos homens mais ricos do planeta deu o primeiro passo para que este mundo volte a ser de seu verdadeiro dono: o ser humano, e não a natureza, o clima ou, pior, os PETs.

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