
Crise no PL de Santa Catarina: aliados históricos cansam da postura do governo Jorginho Mello
A temperatura política em Santa Catarina subiu de vez. Nos bastidores, circula a informação de que os deputados Berlanda e Carlos Humberto, dois nomes decisivos para a vitória de Jorginho Mello em 2022, estariam seriamente descontentes com os rumos do PL no Estado. A crise não é pequena e tampouco nova. O que vemos agora é apenas o ápice de um desgaste que começou ainda em 2023 e que o governo preferiu fingir que não existia.
Um governo que centraliza… e perde aliados
O governador Jorginho Mello parece ter adotado uma postura cada vez mais fechada, centralizadora e principalmente insensível ao peso político de quem o ajudou a chegar onde está. O PL, que deveria ser um espaço de diálogo, virou palco de decisões unilaterais, construções sem articulação e uma condução partidária que tem espantado, não aproximado, seus próprios quadros.
A sensação entre aliados é clara:
ou você se adapta à cartilha do presidente estadual do partido, ou está fora do jogo.
Berlanda: o peso do interior ignorado
Berlanda não é apenas um deputado.
Ele representa a força dos pequenos municípios do estado, do varejo, da construção empresarial e de uma trajetória política sólida.
Ignorar Berlanda é ignorar uma região inteira e o governo tem feito justamente isso.
Fontes próximas afirmam que o desgaste vem se acumulando, especialmente diante de decisões tomadas sem consulta e movimentações políticas que têm atuado contra interesses legítimos da própria base.
Carlos Humberto: fidelidade que parece não valer nada
Carlos Humberto, ex-vice-prefeito da principal cidade turística do Estado, sempre deixou explícita sua fidelidade partidária e sua dedicação ao PL. Jovem, articulado, com carisma e acesso fácil, tornou-se referência justamente pela postura transparente e pela capacidade de diálogo.
Mas, ainda em 2023, pessoas próximas já alertavam:
“A vida dele no PL será curta. Em algum momento, seus interesses vão colidir com os do presidente estadual.”
Dito e feito.
O governo não apenas ignorou sua relevância política, como também criou barreiras internas que estouraram agora. A crise não nasceu nos rumores atuais; ela é filha direta da falta de articulação que marcou todo o processo eleitoral de 2024.
O PL vive sua pior fase e o governo finge que não vê
Nos últimos dias, a ala feminina do PL já vinha mostrando sinais de desgaste, expondo a dificuldade que o partido tem enfrentado para lidar com divergências internas. Agora, com a possibilidade da saída de dois dos seus nomes mais fortes, o cenário se agrava.
E o governo?
Segue em silêncio.
Ou melhor: segue acreditando que silêncio resolve crises como se ignorar aliados fosse sinal de força.
A posição de Carlos Humberto
Procurado pela reportagem, o deputado afirma que não falou nada oficialmente sobre deixar o partido, mas deixou no ar que, caso haja mudanças, “assim que possível todos saberão do seu futuro político”.
Ou seja: não negou.
E quando um aliado não nega… é porque o desgaste é real.

A possível saída de Berlanda e Carlos Humberto do PL é o retrato fiel de um governo que falha em manter seus próprios aliados ao lado. Jorginho Mello pode tentar minimizar, mas a verdade é que os sinais de rachadura estão escancarados. E quando figuras tão representativas começam a cogitar abandonar o barco, é porque o comando está falhando — e feio.
Se o governador não ajustar a rota, o partido pode enfrentar uma debandada silenciosa, mas devastadora para 2026.
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