
Ficção científica futurista? Não, é a revolução das máquinas chinesas que está assombrando! É o novo normal quando o assunto é relacionado aos avanços da robótica e da inteligência artificial, que estão conquistando espaço na indústria e no mundo corporativo de forma irreversível. Esqueça as lojas de preço único e os milhões de produtos Made in China ofertados pelas plataformas de vendas online a preços compensadores, entregues no conforto do lar. O assunto em questão é a drástica substituição da mão de obra humana, não mais pela aquisição de máquinas de última geração, mas pelos robôs chineses, capazes de operar 24 horas por dia e de trocar as próprias baterias de forma autônoma.
Recentemente, a empresa chinesa UBTECH Robotics fez a primeira entrega em massa de robôs do modelo Walker S2, que pode transportar peças, montar componentes, inspecionar qualidade sem parar para refeições, pausas, férias, muito menos direitos trabalhistas! Com isso, a China se torna o país com mais robôs industriais do planeta, à frente dos Estados Unidos e do continente europeu. O modelo propõe compartilhamento no ambiente produtivo, com humanos e máquinas lado a lado.

Vídeo institucional da empresa mostra um “exército” com centenas de robôs marchando em um galpão. Reprodução: UOL Notícias
A UBTECH Robotics lançou um vídeo institucional de impacto que resultou em grande repercussão internacional, em que centenas de robôs marcham em movimentos sincronizados. A empresa anuncia a “próxima era da manufatura inteligente”. A proposta é que esses robôs atuem em funções de apoio nas linhas de produção.

Robô humanóide Walker S2 coloca a China à frente dos Estados Unidos e do continente europeu nesse segmento
Criados pela inteligência humana, décadas atrás, gradativamente, e sem alarde, os robôs passaram a fazer parte da vida das pessoas, servindo e aliviando pequenas tarefas para as donas de casa como eletrodomésticos e naturalmente encontrados no lugar de garçons em restaurantes japoneses. A utilização de robôs mas indústrias não é nenhuma novidade. Porém, agora os chamados robôs humanóides ingressaram em outro patamar, entregues de forma massiva para atuarem na automação industrial.
Grandes fabricantes aderem
A fabricante chinesa UBTECH já colhe os resultados pela divulgação do modelo Walker S2: recebeu cerca de R$ 600 milhões em pedidos de grandes fabricantes, como BYD, FAW-Volkswagen e Foxconn, com impulsionamento de ações em Hong Kong.
Agora surge a pergunta que não quer calar: Qual o impacto desses robôs humanóides no mercado de trabalho, nos próximos anos? Não podemos esquecer que Jaraguá do Sul abriga a sede de uma multinacional brasileira que emprega milhares de colaboradores, não é mesmo?
O certo é que essa “nova era” exigirá permanente aprimoramento profissional frente aos desafios que virão. Preparados?

Sônia Pillon é jornalista, escritora, palestrante e colunista, formada em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduada em Produção de Texto pela Univille. Integra a Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB-SC), a Associação das Letras e o Grupo Literário A ILHA. Fundadora da ALBSC Jaraguá do Sul.
















