Coluna: Novos rumos das investigações sobre o Orelha

A morte brutal do cão “Orelha”, que repercutiu além das fronteiras do Brasil, trouxe à tona uma realidade do universo digital até então ignorada por muitos adultos: os desafios de…

A morte brutal do cão “Orelha”, que repercutiu além das fronteiras do Brasil, trouxe à tona uma realidade do universo digital até então ignorada por muitos adultos: os desafios de atrocidades praticadas contra animais, abusos de crianças e adolescentes. Em meio às investigações (inconclusivas e questionadas pela opinião pública), surgiu a hipótese de que as redes Discord, Reddit, 4chan e Twitch poderiam estar sendo acessadas para esse fim pelos adolescentes. Mesmo que essa motivação para o crime contra o Orelha não se confirme, o alerta é para todos os pais, ou responsáveis. É assustador pensar que o mal pode estar dentro de casa, com os filhos em frente a uma tela de computador, induzidos a planejar e executar crimes. Tanto a tortura sofrida pelo cão comunitário, como as redes rastreadas, dominam os noticiários. Existe interligação? O certo é que as manifestações exigindo punição dos adolescentes filmados atraindo o Orelha para “brincar” na praia, e depois ser covardemente agredido, seguem com força.  

As gravações sumiram?

No último domingo, 1º de fevereiro, o Fantástico, da Rede Globo de Televisão, exibiu uma reportagem que levantou questionamentos da opinião pública, com a divulgação de que ainda não existem provas de quem matou o Orelha. E que a tentativa de afogamento do cão “Caramelo” teria outros adolescentes suspeitos.

E onde está o porteiro que gravou as imagens do cão sendo maltratado até agonizar e teria sido ameaçado pelo tio de um dos suspeitos? Consta que foi demitido e depois sumiu… E como está a situação dos pais de outros acusados, interrogados por supostamente coagir testemunhas? As inúmeras câmeras espalhadas pela Praia Brava não registraram nada sobre o que aconteceu? São muitas perguntas em aberto.

A federalização trará transparência?

Fotografias e nomes dos quatro adolescentes da elite de Florianópolis suspeitos do crime foram amplamente divulgados nas redes sociais, assim como a escola particular onde estudam e os empreendimentos dos pais, que passaram a enfrentar boicote. Vale reforçar que pais de menores de 18 anos também são responsabilizados, se crimes ou delitos são comprovados.

Preocupados com os rumos das investigações, os manifestantes que defendem #JustiçapeloOrelha temem que as pressões dos poderes econômico e político (estamos em ano eleitoral) possam interferir no processo investigatório, esvaziar provas e evidências que conduzam aos culpados. Por isso, cresce o clamor para que a Polícia Federal assuma as rédeas daqui para frente. Existe o entendimento que existem inconsistências, e que o olhar da PF permitirá mais transparência.

E você, leitor, acredita que a solução para desvendar os fatos seria a federalização?

Sônia Pillon é jornalista, escritora, palestrante e colunista, formada em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduada em Produção de Texto pela Univille. Integra a Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB-SC), a Associação das Letras e o Grupo Literário A ILHA. Fundadora da ALBSC Jaraguá do Sul.

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