Coluna: E o inverno chegou…

A estação mais fria de 2026 se apresentou como era de se esperar. Depois de um sábado que amanheceu chuvoso, esse 21 de junho domingueiro chegou com ventos gelados ,de…

A estação mais fria de 2026 se apresentou como era de se esperar. Depois de um sábado que amanheceu chuvoso, esse 21 de junho domingueiro chegou com ventos gelados ,de atravessar os ossos, especialmente nas serras de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Aqui no norte catarinense, Jaraguá do Sul teve mínima de 11 graus e máxima de 19 graus, sol com algumas nuvens ao longo do dia, mas sem chuva. Estamos na lua crescente e, para os que apreciam Astrologia, hoje também inicia o signo de Câncer…

Sempre associei o inverno a dias de recolhimento, mais intimistas, que favorecem uma boa leitura, ou a assistir um filme embrulhado em uma coberta e bebendo um delicioso chocolate quente, um quentão, um chá revigorante. Sopas, feijoada, fondue… A escolha gastronômica é de cada um, desde que nos mantenhamos aquecidos, é claro!

É quando vestimos as nossas roupas mais quentes para enfrentar o friozinho que nos espera ao sair de casa. Nas serras catarinense e gaúcha, onde as temperaturas despencam, nem se fala! O desafio é ainda maior para os que precisam levantar cedo para trabalhar, e da mesma forma aos que atuam em plantões noturnos. A vida não é fácil quando se está na fase produtiva da vida, quando se prioriza os desafios do mercado de trabalho, o aperfeiçoamento e a conquista do reconhecimento profissional, especialmente nos dias gelados.

Cuidar da saúde e buscar a imunização é, com certeza, imprescindível, mas principalmente nessa época do ano, com o alto risco em contrair doenças virais.

O inverno pede agasalhos, alimentos quentes e são propícios a uma boa leitura. Foto: Freepik

O desamparo das noites frias

Se para os que tem uma casa para morar e um prato quente para se alimentar já é desafiador manter a saúde, o que dizer dos menos favorecidos, que lutam para colocar a comida na mesa e dependem de donativos das campanhas de agasalho? Dos andarilhos, das pessoas em situação de rua? Daqueles que se abrigam debaixo da ponte e vivenciam todos os dias a insegurança alimentar? Cada um tem a sua própria história para contar e cabe ao poder público e à comunidade, com ações de voluntariado, minimizar as desigualdades sociais. Se cada um fizer a sua parte, é possível combater essa triste realidade.

Animais de rua?! Não, abandonados!

Eles sofrem com as baixas temperaturas, falta de abrigo, fome, sede e são vítimas de maus-tratos provocados pela maldade humana, a ponto de adoecerem e morrerem. Cães e gatos são encontrados magros, famintos, cabisbaixos e tremendo, de frio e medo. Não escolheram estar ali, “livres”, de um lado para o outro. Precisam de acolhimento, de adoção, de um lar para chamar de seu. Cabe a nós, como sociedade organizada, ter empatia, favorecer a adoção de cães e gatos comunitários, zelar e não tolerar a crueldade contra os animais. Não se omita: denuncie!

A aparente “liberdade” de um gato encontrado nas ruas, nada mais é do que um abandono cruel.

Sônia Pillon é jornalista, escritora, palestrante e colunista, formada em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduada em Produção de Texto pela Univille. Integra a Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB-SC), a Associação das Letras e o Grupo Literário A ILHA. Fundadora da ALBSC Jaraguá do Sul.

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