Coluna: A empatia e o respeito pela vida

Vivemos numa época em que a saúde mental está seriamente comprometida. Há quem defenda a tese de que o desequilíbrio emocional saiu de controle a partir da epidemia da Covid-19….

Vivemos numa época em que a saúde mental está seriamente comprometida. Há quem defenda a tese de que o desequilíbrio emocional saiu de controle a partir da epidemia da Covid-19. Mas será que foi somente esse o fator desencadeador? A cada dia nos deparamos com notícias de pessoas que matam e morrem por motivos banais.

Os feminicídios motivados por ciúmes, sentimentos de posse dos que “não aceitaram o fim do relacionamento” reforçam que nos defrontamos com uma sociedade doente e intolerante. Em que muitos esqueceram de exercer o diálogo para solucionar conflitos. Qualquer desavença pode desencadear uma agressão, um assassinato. Em que momento a sociedade dita “civilizada” deixou de agir com humanidade, espírito coletivo, empatia e respeito à vida? É cada vez mais comum motoristas bêbados fugirem após provocarem atropelamentos. Por que não se preocupam em prestar socorro, se podem salvar vidas? São muitas perguntas sem respostas!

A sociedade clama pelo resgate da empatia. Imagem: Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional (SBIE).

O perigo dos predadores da web

Não é mais nenhuma surpresa ouvir histórias de criminosos que são influenciadores digitais e somam milhares de seguidores nas redes sociais. Que tipo de exemplo estão repassando aos que os seguem?! Lembram da Deolane Bezerra e de tantos outros?

Há relatos de crianças e adolescentes atraídos por predadores sexuais pela web, sem que os pais, responsáveis, ou cuidadores, saibam do que está acontecendo. Antes que seja tarde demais e uma desgraça aconteça, é preciso que estejam atentos. Já passou da hora de despertarem para o que acontece enquanto os filhos interagem no computador.

A banalização da crueldade contra animais

E o que dizer dos jogos e desafios que estimulam a prática de tortura e morte de animais, transmitidas ao vivo por plataformas como o Discord, ou filmadas como “conteúdo” para a venda, dentro e fora do país? Recentemente a Polícia Civil de São Paulo prendeu (e depois soltou!) uma empresária que esmagava filhotes de gatos e coelhos com os pés. Enquanto a legislação for branda e não garantir prisão para essa prática criminosa, assistiremos indignados a impunidade.

Os jovens que praticam o zoosadismo sentem prazer em torturar até a morte animais indefesos, como cães e gatos. Eles não se comovem com o sofrimento e a agonia que provocam nesses seres, pelo contrário! Que geração é essa, capaz de tanta perversidade? Que tipo de formação e educação receberam, em casa e na escola?

Enquanto os defensores dos direitos dos animais lutam para garantir que os maus-tratos sejam punidos com o rigor da lei, de outro lado existem aqueles que seguem agindo de forma covarde, especialmente quando fazem parte da elite: dois pesos e duas medidas. Até quando?! A mobilização por justiça deve ser permanente. Afinal, “a mão que bate em Chico também deve bater em Francisco”, não é mesmo?

Sônia Pillon é jornalista, escritora, palestrante e colunista, formada em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduada em Produção de Texto pela Univille. Integra a Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB-SC), a Associação das Letras e o Grupo Literário A ILHA. Fundadora da ALBSC Jaraguá do Sul.

Últimas notícias

Futsal: Jaraguá perde do Joinville fora de casa pela LNF
Futebol: Brasil encara Egito no último desafio antes da Copa do Mundo
Vôlei: Brasil ganha da Bulgária e mantém 100% na Liga das Nações
Futebol: Criciúma vence Londrina com gol no começo do jogo pela Série B
violencia-domestica-guaramirim-br280

Colunistas

Futsal: Jaraguá perde do Joinville fora de casa pela LNF
Futebol: Brasil encara Egito no último desafio antes da Copa do Mundo
Vôlei: Brasil ganha da Bulgária e mantém 100% na Liga das Nações
Futebol: Criciúma vence Londrina com gol no começo do jogo pela Série B
violencia-domestica-guaramirim-br280

Notícias relacionadas