Celebração | “Pavarui e pavarele, che le biave vegne bele, la donaza sul ciamin, che la magne pan e vin”. O verso, no dialeto canalin, das Dolomitas bellunesi, de onde veio boa parte dos imigrantes para a Colônia do Vale do Rio Luiz Alves, tem mantido a tradição da véspera do dia de reis todos os anos, na comunidade do 2º Braço do Norte, em Massaranduba.
É um acontecimento singular na região alta de Massaranduba, simples, bonito que fortalece a religiosidade e a cultura italiana, antiga tradição trazida pelos imigrantes italianos que vieram para Luiz Alves.

Celebração do “pavarui pavarelli”mantém a tradição trazida pelos imigrantes. Participe do nosso grupo de WhatsApp e acompanhe as principais notícias do País. Acesse: www.observamais.com.br
É o “pavarui pavarelli” (pavarui e pavarele), expressão que é bradada durante a procissão das tochas (sfrazel) feitas com lenha ou taquara, organizada pela comunidade da centenária capela Nossa Senhora da Saúde, sendo ao final depositadas na fogueira, ao lado do cemitério, com as bênçãos do sacerdote celebrante. Sempre ao anoitecer, causando emoção pela simplicidade e pela devoção.
Na celebração da missa, que segue após a bênção da fogueira e queima das tochas, tem a representação dos Reis Magos e da Sagrada Família, que permanecem à frente do altar durante toda a celebração. Conta a tradição que a procissão das tochas é para iluminar o caminho dos Reis Magos para visitar o Menino Jesus, Maria e José.
O grupo de Terno de Reis Estrela do Oriente, do 1º Braço do Norte, animou a celebração com os cantos tradicionais da época. A cerimônia serve também para saudar o novo ano. Não existe um significado literal do “pavarui pavarelli”, mas no 2º Braço a tradição centenária foi resgatada há alguns anos e tem se mantido, sempre na véspera da Epifania do Senhor.
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NA ITÁLIA – Também na Itália, o “pavarui e pavarele” foi celebrado, com a queima das tochas, no topo de uma montanha a mais de 2 mil metros acima do nível do mar e com mais de 10 graus negativos, sobre a neve. Paola Davare encaminhou fotos ao portal Observa+ e Jornal do Vale do Itapocu, compartilhada do grupo Chi da Vallada, mostrando a visão panorâmica do vale e a queima das tochas, contrastando com a neve espessa.
Outra tradição trazida das montanhas Dolomitas e ainda mantida na região de Massaranduba, é o “bom princípio”, que acontece nas primeiras horas do dia 1º de janeiro, quando as crianças visitam as casas e recebem pequenos presentes, desejando “bón dì, bón an, a mi la bonamán”, que mistura dialetos falados na região montanhosa originária dos imigrantes.
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