Bruno Souza leva placa de Lula vestido de presidiário e se envolve em confusão com militantes do PT em Florianópolis

Bruno Souza, candidato a deputado estadual pelo PL, se envolveu em uma confusão com militantes do PT na Esquina Democrática, em Florianópolis, após levar ao local uma placa em tamanho…
Bruno Souza, candidato a deputado estadual pelo PL, se envolveu em uma confusão com militantes do PT na Esquina Democrática, em Florianópolis, após levar ao local uma placa em tamanho real representando Lula com roupa de presidiário. O episódio teve discussão, troca de acusações, empurra-empurra, queda da placa e intervenção da Guarda Municipal. O candidato afirma que foi atacado e que teve o objeto levado por integrantes do grupo adversário. Militantes petistas apresentam outra versão e questionam a legalidade da placa utilizada durante a atividade de campanha. Entenda o que aconteceu, as versões apresentadas pelos envolvidos e o que dizem as regras da Justiça Eleitoral sobre propaganda em espaços públicos durante as Eleições 2026. Até o momento, não havia confirmação de feridos nem decisão da Justiça Eleitoral especificamente sobre o caso.

Candidato do PL levou representação em tamanho real do presidente Lula à Esquina Democrática; discussão terminou em empurra-empurra, intervenção da Guarda Municipal e troca de acusações

O video está disponivel no instagran do Jornal A RAZÂO: https://www.instagram.com/reels/Dd-IJc0iDbw/

Uma ação de campanha terminou em confusão na tarde desta quinta-feira (1º), na região central de Florianópolis, envolvendo o candidato a deputado estadual Bruno Souza (PL) e militantes do Partido dos Trabalhadores (PT). O episódio aconteceu na Esquina Democrática, tradicional ponto de manifestações políticas e atividades eleitorais da Capital catarinense.

Bruno Souza esteve no local carregando uma placa em tamanho real que representava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usando roupa semelhante à de um presidiário. A estrutura foi levada justamente para uma área onde integrantes do PT realizavam atividades de campanha, com distribuição de adesivos e materiais impressos.

A presença da placa provocou uma discussão entre o candidato e apoiadores do partido. Imagens que circulam nas redes sociais mostram os envolvidos discutindo de maneira acalorada, com provocações e xingamentos trocados entre os dois lados.

Discussão termina em empurra-empurra

Durante o bate-boca, a situação se agravou e houve contato físico entre participantes. Em determinado momento, a placa caiu no chão e outras pessoas se aproximaram para tentar separar os envolvidos.

A Guarda Municipal de Florianópolis foi acionada e passou a atuar para impedir que a confusão aumentasse. Em uma das imagens divulgadas, um agente aparece segurando um spray de pimenta, embora as imagens disponíveis não permitam confirmar se o equipamento chegou a ser utilizado.

Depois do tumulto, a placa deixou de ser vista na Esquina Democrática. Bruno Souza afirmou que o objeto havia sido levado por integrantes do grupo adversário e saiu em direção à região do Mercado Público para tentar recuperá-lo.

Segundo as imagens divulgadas, o candidato localizou a estrutura nas proximidades do Mercado Público e voltou a carregá-la para o ponto onde havia iniciado a discussão.

Ao retornar, novos questionamentos foram feitos por militantes. Um deles afirmou que a utilização da placa seria proibida pela Justiça Eleitoral. O candidato, por sua vez, respondeu que permaneceria no local.

Candidato afirma ter sido atacado e ter tido placa levada

Após o episódio, Bruno Souza publicou uma manifestação nas redes sociais apresentando sua versão sobre o ocorrido.

O candidato afirmou que foi atacado por militantes ligados ao PT e que a placa teria sido retirada do local contra sua vontade. Ele também declarou que conseguiu recuperar o objeto pessoalmente.

Na avaliação apresentada pelo candidato, a discussão começou depois que integrantes do grupo petista reagiram à presença da placa. Bruno classificou o episódio como uma tentativa de ataque e afirmou que estava realizando atividade de campanha.

A versão apresentada pelo candidato, entretanto, não é compartilhada pelos militantes que estavam no local.

Militantes apresentam outra versão

Integrantes do PT que participaram da discussão afirmaram que Bruno Souza teria provocado os militantes e feito ofensas verbais durante a passagem pela Esquina Democrática.

Também houve questionamentos sobre a legalidade da placa utilizada pelo candidato.

A legislação eleitoral estabelece regras específicas para a utilização de propaganda em espaços públicos. Conforme as normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é proibida a veiculação de propaganda eleitoral em bens públicos e em bens de uso comum, incluindo a exposição de placas, cavaletes, bonecos e objetos semelhantes.

As regras para as Eleições 2026 também estão reunidas nas normas eleitorais disponibilizadas pelo TSE. A propaganda eleitoral está regulamentada por resoluções específicas e pela legislação federal.

No entanto, até o momento da publicação desta reportagem, não havia informação de decisão da Justiça Eleitoral especificamente sobre a placa utilizada por Bruno Souza durante o episódio em Florianópolis. Portanto, a afirmação de que o objeto constituía propaganda irregular deve ser tratada como uma alegação feita pelos militantes, e não como uma conclusão definitiva.

Guarda Municipal separou os grupos

A intervenção da Guarda Municipal ocorreu depois que a discussão evoluiu para um empurra-empurra. Os agentes permaneceram entre os grupos para evitar uma nova aproximação física.

Não há, até o momento, informação confirmada sobre pessoas feridas durante o episódio.

Também não havia, no momento da publicação, manifestação oficial localizada da Justiça Eleitoral sobre uma eventual investigação relacionada ao caso.

A Guarda Municipal e as partes envolvidas podem apresentar posteriormente informações adicionais sobre o que ocorreu e sobre eventual registro da ocorrência.

Episódio ocorre às vésperas da eleição

A confusão aconteceu na reta final da campanha eleitoral de 2026. O primeiro turno das eleições está marcado para domingo (4), e os últimos dias da disputa concentram atividades de rua, distribuição de material e manifestações de candidatos e apoiadores.

O calendário eleitoral do TSE estabelece que a propaganda eleitoral pode ocorrer dentro das regras previstas para o período de campanha, mas também determina restrições específicas para determinadas condutas e espaços.

A situação registrada em Florianópolis chama atenção justamente por ter ocorrido em um espaço tradicionalmente utilizado para manifestações políticas e pela participação de grupos ligados a campos políticos adversários.

As imagens do episódio passaram a circular nas redes sociais e mostram diferentes momentos da discussão, incluindo o confronto verbal, a queda da placa, a intervenção de pessoas que tentaram separar os envolvidos e a chegada da Guarda Municipal.

Por enquanto, as versões apresentadas pelos dois lados permanecem divergentes. Bruno Souza sustenta que foi atacado e que sua placa foi retirada por integrantes do grupo adversário. Já militantes do PT afirmam que o candidato provocou e ofendeu participantes da atividade partidária e questionam a legalidade do material utilizado.

Até a publicação desta reportagem, não havia informação confirmada sobre feridos, prisão ou autuação relacionada à ocorrência. Também não havia manifestação pública da Justiça Eleitoral determinando se houve ou não irregularidade eleitoral no uso da placa.

O caso poderá ter novos desdobramentos caso alguma das partes formalize denúncia ou representação perante os órgãos responsáveis pela fiscalização das eleições.

Foto: Reprodução

Bruno Souza, candidato a deputado estadual pelo PL, se envolveu em uma confusão com militantes do PT na Esquina Democrática, em Florianópolis, após levar ao local uma placa em tamanho real representando Lula com roupa de presidiário. O episódio teve discussão, troca de acusações, empurra-empurra, queda da placa e intervenção da Guarda Municipal. O candidato afirma que foi atacado e que teve o objeto levado por integrantes do grupo adversário. Militantes petistas apresentam outra versão e questionam a legalidade da placa utilizada durante a atividade de campanha. Entenda o que aconteceu, as versões apresentadas pelos envolvidos e o que dizem as regras da Justiça Eleitoral sobre propaganda em espaços públicos durante as Eleições 2026. Até o momento, não havia confirmação de feridos nem decisão da Justiça Eleitoral especificamente sobre o caso.

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