Bolsonaro x Lula – (in)competente?
Alguns poderiam dizer que, quando estamos certos, é glorioso poder afirmar: “Eu avisei!”. Neste caso, porém, isso é motivo de tristeza, porque o que está em jogo é o futuro do Brasil.
Na última eleição, nossa região — e aqui incluo Joinville — cometeu praticamente todos os erros eleitorais possíveis. Elegeram o inútil do Zé Trovão, reelegeram o “água de salsicha” do Sargento Lima, desperdiçaram uma enorme quantidade de votos com Jeferson Cardoso, que, após assumir por alguns meses como deputado, repetiu o trabalho como vereador, fez exatamente o que se esperava: nada.
Ainda bem que garantimos trabalho e dedicação para a nossa região com a eleição de Antídio Lunelli, que, como deputado, tem realizado um trabalho de entregas tão consistente quanto o que fez quando foi prefeito. Porque, dos demais representantes — incluindo o senador Jorge Seif —, o saldo tem sido apenas decepção.
Mas o ponto a que quero chegar é outro. Quero relembrar tudo o que venho dizendo desde março sobre o presidenciável da direita, Flávio Bolsonaro. Tudo o que afirmei sobre sua incompetência, em diversos aspectos, vem se confirmando. Sempre disse que ele era, na minha avaliação, o filho de Jair Bolsonaro menos confiável — vale lembrar que praticamente toda a família já rompeu ou entrou em conflito com ele em algum momento.
Também afirmei que o PT não faz campanha contra Flávio porque ele próprio acaba prejudicando sua candidatura. Cada vez que abre a boca, perde votos e apoiadores. Disse, ainda, que esta seria a eleição da vergonha: quem vota em Lula ou em Flávio Bolsonaro muitas vezes evita admitir publicamente sua escolha.
Felizmente, para a nossa região, existe um grupo de candidatos que, ao lado de Antídio Lunelli, tem condições de defender nossos interesses. Porque, se depender da capacidade política de Flávio Bolsonaro, Lula será reeleito. E, nesse cenário, corremos o risco de reviver uma crise econômica profunda, semelhante à enfrentada pelo Brasil durante a década de 1980.
Dizer o óbvio é cansativo, mas parece que, cada vez mais, parte da população insiste em fechar os olhos. Muitos tratam a urna eletrônica como uma privada: despejam nela qualquer escolha e, depois, reclamam da qualidade da água que chega às suas torneiras.
Ou aprendemos a votar com mais responsabilidade, ou continuaremos sendo vítimas de políticos inúteis, da falta de trabalho e de governos que, na visão de muitos brasileiros, conduzem o país ao retrocesso.
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