AQUI TEM HISTÓRIA | Por Ademir Pfiffer, historiador, especial para o Portal Observa+ e JVI
A 8ª edição da Osterpark, que se realiza no Parque Municipal de Eventos Ademar Frederico Duwe, no bairro Barra do Rio Molha, transcende a condição de evento temático de Páscoa para se consolidar como uma manifestação cultural que entrelaça fé, tradição, história e identidade comunitária. Em 2026, esta celebração adquire contornos ainda mais significativos ao integrar-se aos festejos do sesquicentenário de Jaraguá do Sul, rememorando 150 anos de caminhada desde sua fundação por Emílio Carlos Jourdan, o belga de Namur, que aqui fincou raízes e plantou as sementes de uma cidade marcada pela diversidade étnica e pela força de suas tradições.
A Osterpark se apresenta como um espaço de vivência pascal que dialoga permanentemente com a memória afetiva da cidade, seus símbolos e sua gente. Mais do que um evento, configura-se como um território de preservação do patrimônio cultural imaterial, onde o simbolismo cristão da Páscoa – a passagem da morte para a vida, o triunfo da esperança – encontra eco na história local de superação, trabalho e fé das diferentes etnias que compõem o tecido social jaraguaense.
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A Osterpark como Expressão da Identidade Cultural Jaraguaense
A 8ª Osterpark apresenta-se como um caleidoscópio de atrações que mobilizam a comunidade em torno de valores caros à identidade local. A estrutura do evento contempla espaços que vão além do entretenimento, configurando-se como verdadeiros ambientes de educação patrimonial e vivência cultural.
A Toca do Coelho, a Feira de Artesanato, a Oficina de Pintura Artesanal de Bolachas, o Jardim Temático e a Caça aos Ovos são atividades que, em sua simplicidade lúdica, carregam a complexidade de transmitir às novas gerações os significados profundos da Páscoa. São práticas que “simbolizam” a renovação, “representam” a alegria da ressurreição e “vivenciam” o espírito comunitário que caracteriza o Vale do Itapocu.
A participação efetiva do “Clube de Mães” na confecção do artesanato e artigos de decoração “valoriza o saber-fazer” das artesãs locais e “preserva” técnicas e conhecimentos transmitidos entre gerações. Esta ação “fomenta o envolvimento” da comunidade na manutenção das tradições, “perpetuando” um modelo de organização social onde o coletivo se sobrepõe ao individual.
A Osterbaum e o Simbolismo Religioso
O coração simbólico do evento reside na imponente “Osterbaum” – a Árvore de Páscoa – decorada com 50 mil casquinhas coloridas. Esta tradição, de raízes germânicas, “evoca” a chegada da primavera e a renovação da vida, sendo perfeitamente integrada ao calendário litúrgico cristão onde a ressurreição de Cristo representa precisamente essa vitória da vida sobre a morte.
Ao lado da Osterbaum, o espaço de releitura do “sepulcro” – local que simboliza o túmulo de Jesus Cristo – “representa” o momento de silêncio e espera que antecede a ressurreição. Esta justaposição de elementos – a árvore festiva e o sepulcro solene – “significa” a totalidade do mistério pascal: é preciso passar pela morte para chegar à vida, é necessário atravessar a quaresma para experimentar a alegria da Páscoa.
Este diálogo entre o folclórico e o religioso “testemunha” a capacidade da comunidade jaraguaense de “salvaguardar” as práticas e rituais que compõem a tradição pascal, “transmitindo” às novas gerações tanto o significado teológico quanto as expressões culturais que o envolvem.

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Memória Histórica e Patrimônio Cultural
Um dos aspectos mais significativos desta 8ª edição é a integração entre a temática pascal e a memória histórica do município. Aproximadamente 300 coelhos de pano espalhados pelo parque conduzem o visitante por uma narrativa visual que conta a história dos 150 anos de Jaraguá do Sul através de pôsteres com fotografias antigas.
Este recurso representa a memória afetiva e simbólica do patrimônio edificado de característica teuto-brasileira e paisagístico, “registrando” para as novas gerações a imagem de uma cidade que se transforma sem perder suas referências. O conjunto de bonecos com indumentárias de jalecos antigos e originais de empresas “evoca” o trabalho e o progresso que marcaram a trajetória municipal, “homenageando” aqueles que contribuíram para o desenvolvimento local.
Esta iniciativa “promove o conhecimento” da tradição e da história nos meios de comunicação e nos espaços públicos, “difundindo” os significados e a importância cultural não apenas da Páscoa, mas da própria identidade jaraguaense.
A Herança Multicultural e a Conexão com Emílio Jourdan
O documento analisado estabelece uma conexão fundamental entre Jaraguá do Sul e a cidade belga de Namur, terra natal de Emílio Carlos Jourdan. Esta relação “simboliza” a herança da imigração e colonização europeia que, a partir de 1876, “conformou” o território e a cultura local.
A presença marcante dos “pomeranos e alemães” nas regiões sul do município – Rio Cerro I e II, Rio da Luz I, II e III – “perpetua” tradições diretamente ligadas à celebração da Páscoa, como a própria Osterbaum. Da mesma forma, os demais grupos étnicos – “húngaros, poloneses, italianos e afrodescendentes” – “compartilham” sua cultura e “integram” suas próprias tradições pascais a este mosaico cultural.
A Osterpark, assim, “representa” esta diversidade e “testemunha” a capacidade de integração que caracteriza Jaraguá do Sul. A referência a Namur não é apenas histórica, mas também cultural: assim como na cidade belga os eventos de Páscoa “celebram-se” em espaços que denotam memória e pertencimento à tradição cristã, em Jaraguá a Osterpark “conecta” a comunidade às suas origens e à sua fé.
Passados quase 150 anos do início da história da cidade pela presença estrangeira, Jaraguá do Sul ainda “guarda” a visão de cultura, tradição, folclore e de mundo do seu principal personagem. A Osterpark “perpetua” esta visão, “valorizando” o patrimônio construído e “salvaguardando” as práticas culturais que definem a identidade local.

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Considerações Finais
A 8ª Osterpark, inserida no contexto dos festejos do sesquicentenário de Jaraguá do Sul, “representa” muito mais que uma celebração pascal. Ela se “configura” como um espaço de “preservação” e “valorização” da memória coletiva, “articulando” fé, cultura, história e identidade em um ambiente de convivência comunitária.
Ao “reunir” elementos tão diversos – da Osterbaum com suas 50 mil casquinhas aos pôsteres históricos dos 150 anos; da Toca do Coelho às indumentárias originais de antigas empresas; da releitura do sepulcro à participação do Clube de Mães – o evento “tece” uma narrativa complexa e rica sobre o que é ser jaraguaense.
A conexão com Emílio Carlos Jourdan e sua Namur natal “simboliza” o reconhecimento das raízes europeias, mas a presença e participação dos diferentes grupos étnicos – pomeranos, alemães, húngaros, poloneses, italianos, afrodescendentes – “demonstra” que a identidade local é dinâmica, inclusiva e permanentemente reconstruída.
Neste ano de sesquicentenário, a Osterpark “assume” um papel ainda mais relevante: ela “celebra” não apenas a ressurreição de Cristo, mas também a capacidade de renovação da própria cidade, que há 150 anos “reinventa-se” sem perder de vista suas tradições. O evento “testemunha” que Jaraguá do Sul “guarda” a visão de mundo de seu fundador, mas também “incorpora” as contribuições de todos os que aqui chegaram e “construíram” esta comunidade.
Ao “salvaguardar” as práticas e rituais da Páscoa, “valorizar” o saber-fazer artesanal, “preservar” as receitas culinárias e “transmitir” os valores pascais às novas gerações, a Osterpark “contribui” decisivamente para que a memória e a identidade jaraguaense “permaneçam” vivas. E ao “fazer” tudo isso no ano em que se celebram 150 anos de história, ela “inscreve” a tradição pascal no coração das comemorações do sesquicentenário, “afirmando” que fé, cultura e memória caminham juntas na construção do futuro.
Que a 8ª Osterpark “continue” a “perpetuar” esta bela tradição, “conectando” gerações, “fortalecendo” comunidades e “celebrando” a vida em sua plenitude – exatamente como a Páscoa nos ensina.
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