
100 anos de Duas Rodas | A história que perfuma e desenvolve Jaraguá do Sul
Editorial
Chegar aos cem anos é um feito raro no cenário empresarial brasileiro. Chegar com vigor, propósito e relevância é ainda mais significativo. Para nós, do Jornal do Vale do Itapocu, é motivo de orgulho apresentar este caderno especial em homenagem à Duas Rodas Industrial, empresa que se tornou parte inseparável da história econômica, social e cultural de Jaraguá do Sul. Ao longo de um século, a empresa cresceu, inovou e levou o nome da cidade para o Brasil e o mundo, sempre mantendo vivo o vínculo com a comunidade que a acolheu desde os primeiros dias.
A presença da Duas Rodas acompanha o desenvolvimento de Jaraguá do Sul e integra capítulos importantes da história econômica e social do município. Quando Rudolph e Hildegard Hufenüssler chegaram a Jaraguá do Sul, em 1925, trazendo na bagagem formação técnica, experiência em farmacologia e o sonho de produzir essências a partir de plantas tropicais, o cenário local ainda era o de uma vila em formação, com economia baseada na agricultura e pequenas manufaturas. A ferrovia, recém-inaugurada, conectava Jaraguá ao Porto de São Francisco do Sul e abria caminho para novas iniciativas. Foi nesse ambiente simples, porém promissor, que a Duas Rodas lançou suas raízes.
O que começou como um experimento técnico em uma pequena casa de madeira no centro da cidade se transformou em uma das maiores indústrias de aromas e ingredientes da América Latina. A empresa cresceu acompanhando o ritmo de Jaraguá do Sul, contribuindo para sua estrutura produtiva, estimulando o surgimento de novas oportunidades e ajudando a consolidar a vocação industrial que define a região até hoje. Com o tempo, a fábrica ampliou instalações, diversificou produtos, enfrentou desafios econômicos nacionais e atravessou períodos históricos marcados por dificuldades globais, sempre mantendo a inovação como norte.
Para a cidade, a presença da Duas Rodas significou muito mais do que desenvolvimento econômico. A empresa se integrou ao cotidiano, apoiou iniciativas sociais, participou ativamente de entidades comunitárias e ajudou a fortalecer instituições que são referência local. Os frutos desse compromisso são evidentes. A empresa se consolidou como referência nacional e internacional em aromas, essências e ingredientes, alcançando mercados em diversos países e acompanhando tendências globais do setor de alimentos. Ao fazer isso, levou o nome de Jaraguá do Sul para além das fronteiras, carregando consigo a reputação de qualidade e dedicação que caracteriza o município. Cada conquista da Duas Rodas é, também, motivo de orgulho para a comunidade que viu a empresa nascer e crescer.
O centenário é um marco para celebrar, agradecer e projetar o futuro. É momento de reconhecer o trabalho das gerações que construíram essa história. De destacar a visão pioneira de seus fundadores. De valorizar a dedicação dos colaboradores que contribuíram para cada etapa da empresa. E de reafirmar que empresas sólidas são construídas por pessoas, por escolhas e pela capacidade de se adaptar aos novos tempos.
Ao longo deste caderno, o leitor encontrará passagens que revelam a trajetória da Duas Rodas sob diferentes perspectivas. Desde as origens do casal fundador e os primeiros experimentos com plantas tropicais até o crescimento ao lado da cidade, a expansão internacional e o compromisso contínuo com inovação e responsabilidade social. Em resumo, uma jornada de trabalho, conhecimento e visão que atravessou décadas e continua em movimento.
Registar este centenário é reconhecer uma trajetória construída com trabalho, ciência e visão. Para Jaraguá do Sul, a Duas Rodas representa desenvolvimento e oportunidades. Para o setor, é referência de qualidade. Aos colaboradores, descendentes e administradores, nossos cumprimentos por um legado que segue inspirando gerações.
Ao leitor, convidamos para seguir nas próximas páginas uma história que começou pequena, cresceu com a cidade e hoje representa, com legitimidade, um dos mais importantes capítulos do empreendedorismo jaraguaense.
Textos: Carolina Veiga | fotos: Acervo Departamento de Marketing da Duas Rodas Industrial Ltda.E FLÁVIO JOSÉ BRUGNAGO
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100 ANOS EM PERSPECTIVA: OS MARCOS DE UM SÉCULO DE EVOLUÇÃO
Ao completar cem anos, a Duas Rodas reúne uma trajetória que acompanha a evolução de Jaraguá do Sul, de Santa Catarina e do setor de aromas e ingredientes no Brasil. Em um século de atividades, atravessou transformações econômicas, enfrentou desafios que marcaram gerações, abriu caminhos pioneiros e projetou o nome da cidade para outros países.
Esta linha do tempo apresenta, de forma sintética, os acontecimentos que estruturam essa trajetória e ajudam a visualizar a sequência de mudanças, iniciativas e avanços que moldaram a empresa. Nas páginas seguintes, cada marco será aprofundado em histórias e contextos que revelam a dimensão do legado construído ao longo das décadas. Aqui, apresentamos o fio condutor dessa trajetória centenária.

1925 | O ponto de partida
Rudolph e Hildegard Hufenüssler chegam a Jaraguá do Sul trazendo formação técnica, experiência em farmacologia e o plano de produzir essências a partir de plantas tropicais. Instalam-se no centro da cidade, que na época ainda era uma vila pertencente a Joinville, plantam eucaliptos e as mudas de hortelã-pimenta trazidas da Alemanha, e montam um destilador artesanal ao lado da casa de madeira. Ali, realizam os primeiros experimentos com os cítricos encontrados em abundância na região.
1928 | Consolidação dos primeiros clientes
Rudolph percorre o Sul do país levando amostras de essências para apresentar a indústrias e comércios, enquanto Hildegard mantém a fábrica, a casa e os filhos. O esforço conjunto garante os primeiros clientes e consolida o pequeno laboratório como um empreendimento promissor.
1929 | A fábrica ganha forma e muda para o Kammerland
A demanda crescente leva à compra de um terreno de 15 hectares no Kammerland, área de difícil acesso, sem energia ou estradas, mas estratégica pela proximidade com o Rio Itapocu. Ali inicia-se a construção da nova fábrica e da destilaria, marcando a primeira grande expansão da empresa.
1934 | A cidade se emancipa
Jaraguá do Sul torna-se município. A Duas Rodas já faz parte do cotidiano econômico local e contribui para as atividades sociais da comunidade.

1935 | Primeiras exportações
A empresa inicia a venda de essências para outros países e abre caminho para o futuro processo de internacionalização.
1938 | A família amplia os negócios
Nasce a Indústrias Reunidas Jaraguá, reunindo novas linhas de produção que fortalecem a indústria nascente da cidade e ampliam o impacto econômico.
1941 | A força da ciência: a cafeína da erva-mate
A empresa desenvolve um processo pioneiro de extração de cafeína da erva-mate, produto estratégico durante a Segunda Guerra Mundial. O trabalho técnico reforça a vocação científica e inovadora que acompanharia toda a trajetória da Duas Rodas.
1945 | O pós-guerra e a retomada dos mercados
Com o fim do conflito, a empresa amplia a lista de produtos e se prepara para o salto industrial que viria nas décadas seguintes.

1955 | Uma perda que marca uma geração
Falece o fundador, Rudolph Hufenüssler. Hildegard assume a continuidade dos negócios ao lado dos filhos e preserva o espírito técnico e empreendedor que guiou os primeiros anos da empresa.
1955–1960 | Novos produtos, novos mercados
A empresa desenvolve novas soluções, como suco de laranja, arroz, purê de banana e extratos naturais. O pioneirismo abre portas para indústrias do Brasil inteiro.

1962 | A essência que virou marca
A linha de produtos para sorvetes começa a ganhar corpo. Cursos, treinamentos e suporte técnico transformam a empresa em referência nacional no setor. Nas décadas seguintes, esse movimento daria origem à marca Selecta.
1970 | Expansão e pesquisa
A empresa cresce, investe em laboratórios, aprimora processos e consolida métodos que se tornariam padrão no setor brasileiro de aromas.

1979 | Estrutura para inovar
É instalado um laboratório técnico mais robusto, ampliando a capacidade de pesquisa e elevando o padrão de qualidade da produção.
1980 | O passo para o mundo
A empresa fortalece seu departamento de exportação e passa a atuar de forma estruturada no mercado internacional. Começa ali o movimento que levaria a marca para diversos continentes.

1992 | Uma marca única para uma história longa
A família unifica as identidades industriais e define o nome Duas Rodas como marca corporativa, consolidando a empresa para a era da globalização.
2000 | Crescimento além das fronteiras
Com unidades no Chile e na Colômbia e clientes em vários países, a empresa se transforma em multinacional do setor de aromas e ingredientes.
2010 | Selecta e novas soluções
O portfólio para sorveteria e confeitaria se fortalece e a marca Selecta se consolida como referência nacional.

2020 | Sustentabilidade e inovação contínua
A empresa avança em práticas sustentáveis, desenvolve novas soluções industriais e amplia investimentos em pesquisa, tecnologia e formação técnica.
2024 | Novo centro na Alemanha
A expansão global ganha novo capítulo com o Centro de Inovação e Logística na Europa, reforçando a presença da marca nos principais mercados mundiais.

2025 | 100 anos
A Duas Rodas celebra um século conectado a Jaraguá do Sul, ao Brasil e ao mundo, construindo um legado que une técnica, trabalho, ciência e desenvolvimento.
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AS ORIGENS
Da Alemanha a Jaraguá do Sul: as bases de um projeto
A trajetória da Duas Rodas começa bem antes da instalação da fábrica no Brasil. Suas origens remontam à atuação da família Hufenüssler na Alemanha do século XIX, em atividades ligadas à farmácia, manipulação de essências e uso de plantas medicinais. Rudolph nasceu em 1893, em Dischingen, e teve contato precoce com esse universo. A mudança da família para Mainz, onde operavam uma pequena fábrica de aromas, ampliou seu repertório técnico. Hildegard, nascida em 1898, estudou Física e estagiou na Bosch, caminhando também por áreas ligadas à ciência e à experimentação. O encontro dos dois na universidade, em Stuttgart, resultou em um projeto profissional que uniria pesquisa, produção e interesse pela botânica.

Antes da vinda definitiva ao Brasil, Rudolph abriu uma fábrica de aromas em Mainz e depois atuou em Dresden, acumulando experiência prática. Com os recursos reunidos e o apoio das famílias, o casal se preparou para iniciar seu próprio empreendimento, adquirindo um destilador e mudas de hortelã-pimenta para a viagem.
Em julho de 1925, embarcaram rumo ao Brasil trazendo também os cadernos de estudo que serviriam de base para os testes iniciais. O primeiro destino foi Ibirama, então Hansa Hamônia, onde o pai de Rudolph havia intermediado a compra de uma farmácia. Chegando lá, o casal constatou que o local não oferecia as condições de que necessitavam. O relevo acidentado, o clima desfavorável e a distância dos centros urbanos dificultariam a instalação do negócio.
Em busca de melhores condições, o casal chegou a comprar terras em Blumenau, que na época era o centro urbano mais desenvolvido da região, mas foi durante um passeio a convite de amigos que Rudolph conheceu Jaraguá. Uma vila com ferrovia, solo fértil e abundância de plantas cítricas. Ele se encantou. Era o lugar ideal para a fundação, em 1º de dezembro de 1925, da Rod. Hufenüssler Fábrica de Essências.
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A chegada à Vila Jaraguá e os primeiros experimentos
Em pouquíssimo tempo, o casal se instalou na Vila Jaraguá, em uma casa de madeira na Rua Dom Pedro I (hoje Rua Pedro Franken), no centro. A primeira medida foi o plantio de uma alameda de eucaliptos, que serviriam como matéria-prima. O destilador trazido da Alemanha foi montado em uma estrutura simples ao lado da casa, onde as primeiras mudas de hortelã-pimenta também foram cuidadosamente multiplicadas.
As dificuldades técnicas, como falta de energia elétrica, a distância de fornecedores e o ritmo artesanal dos processos marcaram esse período inicial. Não havia energia elétrica, a iluminação era feita com lamparinas a querosene, e a obtenção de insumos dependia de processos manuais. A rotina combinava experimentos técnicos, adaptações às limitações locais e tarefas domésticas.

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Abertura de um novo mercado
A abertura do mercado no Sul do Brasil exigiu esforço contínuo. Aromas e essências eram produtos pouco conhecidos. Para conquistar os clientes, Rudolph adotou uma estratégia que se tornaria determinante para a expansão do negócio.
Com uma maleta de amostras, Rudolph viajava por meses pelo Sul do país visitando indústrias e comércios, como fábricas de balas, bolachas, refrigerantes, padarias e outros estabelecimentos que poderiam se beneficiar das essências. Enquanto ele estava fora, Hildegard cuidava simultaneamente da produção, da casa e dos filhos. Essa divisão de responsabilidades consolidou os primeiros clientes e deu estabilidade à nova fábrica.
Menos de três anos após o início das operações, tornou-se impossível expandir a fábrica no centro da vila. A produção demandava uma caldeira para vapor, um destilador de maior capacidade e terra para o cultivo definitivo das mudas de hortelã-pimenta. Havia também a necessidade de água em abundância, já que a vila não possuía água encanada. Toda a água consumida vinha de poços, que tinham capacidade limitada.
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Kammerland: endereço definitivo da Duas Rodas
Com o aumento da demanda, a estrutura inicial não era mais suficiente e o casal decidiu expandir a fábrica. Em 1928 adquiriu uma área de 15 hectares no Kammerland. Eram áreas afastadas que, no loteamento original da região, haviam sido reservadas como terras públicas, destinadas a uso futuro indefinido, e pertenciam à Câmara Municipal. O nome Kammerland derivava justamente dessa característica: “terras da Câmara”. Com o crescimento da cidade em direção ao Rio Itapocu, o local passou a integrar o espaço urbano.
Quando a família adquiriu o terreno, as condições eram bastante rudimentares. Não havia energia elétrica, estradas ou infraestrutura básica. A atual Rua Rodolfo Hufenüssler era então apenas uma picada estreita, que se transformava em lamaçal nos dias de chuva, dificultando o transporte de equipamentos e matéria-prima.
Para chegar ao local, Rudolph utilizava bicicleta, um cavalo chamado Hans e, mais tarde, uma aranha, veículo de tração animal semelhante a uma charrete. As dificuldades de deslocamento eram frequentes, especialmente para transportar equipamentos, ferramentas ou matéria-prima.
Mesmo com todas as dificuldades, o Kammerland ofereceu elementos fundamentais para o crescimento da fábrica. A proximidade com o rio permitiu a instalação de uma bomba d’água a pistão, fabricada pelo engenheiro Emil Bruer, de Jaraguá do Sul. Ela era acionada por um motor de caminhão e fornecia a força necessária para mover a água até a caldeira. Essa intervenção permitiu iniciar uma produção mais estável, apesar da limitação tecnológica disponível, e deu início à nova fase da empresa.
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CRESCIMENTO DA EMPRESA DESDE A CONSTRUÇÃO DA MATRIZ
A construção da nova fábrica no Kammerland marcou a transição da empresa para uma etapa mais estruturada de produção. O primeiro edifício, concluído em 1929, era uma construção sólida que abrigava apenas a destilaria e permanece preservada até hoje como marco histórico. A caldeira e as demais instalações necessárias ao funcionamento do destilador foram montadas em uma edificação anexa, enquanto a composição de sabores continuou temporariamente no centro da Vila, onde a produção havia começado. Essa divisão operacional perduraria até 1932, quando toda a atividade industrial passou a ocorrer no novo endereço.
A mudança para o Kammerland permitiu ampliar a capacidade produtiva. As mudas de hortelã-pimenta foram plantadas ao redor da fábrica. A empresa adquiriu um novo destilador, maior que o primeiro, com quatro metros de altura e um metro de diâmetro. O equipamento incluía condensador e acessórios que garantiam extração mais eficiente de óleos essenciais. Esse avanço foi determinante para não depender exclusivamente da hortelã-pimenta e começar a trabalhar também com a produção de óleos essenciais a partir de matérias-primas locais, como folhas de eucalipto, tangerinas e laranjas.
A consolidação da matriz no Kammerland também alterou a dinâmica da comunidade do entorno. Com o avanço da produção, trabalhadores da região passaram a exercer atividades manuais como o descasque das frutas cítricas e o transporte de matéria-prima. A presença da empresa estimulou a movimentação econômica local e marcou o início de uma relação que se fortaleceria ao longo das décadas. Ao mesmo tempo, a cidade se expandia em direção ao alto do Rio Itapocu, aproximando gradualmente o núcleo urbano da área antes isolada onde a fábrica havia sido instalada.
O período entre 1929 e o início da década de 1930 formou as bases para o crescimento da empresa nas décadas seguintes. As soluções criadas a partir do trabalho contínuo de adaptação às condições locais, transformaram um terreno isolado e sem infraestrutura em um parque fabril que se tornaria referência industrial. Essa fase consolidou o modo de operação que definiria a Duas Rodas: combinação de técnica, persistência e capacidade de resolver problemas com os recursos disponíveis.
O Kammerland marcou a transição de um empreendimento artesanal para uma operação industrial, tornando-se endereço definitivo da Matriz da Duas Rodas. Quando o município se emancipou oficialmente, em 26 de março de 1934, a fábrica já havia se tornado parte importante da dinâmica econômica e social da cidade.

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A TRANSIÇÃO PARA UMA NOVA FASE: A CRIAÇÃO DAS INDÚSTRIAS REUNIDAS JARAGUÁ S.A.
Na década de 1930, a fábrica instalada no Kammerland passou a chamar a atenção por sua capacidade de crescimento constante, sua organização e a qualidade dos produtos que já alcançavam mercados fora da região. Esse avanço levou empresários locais a procurarem Rudolph Hufenüssler com propostas de sociedade. O interesse refletia tanto o fortalecimento da empresa quanto o desejo regional de ampliar atividades industriais em um momento marcado por incertezas políticas e econômicas.

A aproximação desses empresários ocorreu em um momento de instabilidade global, às vésperas da Segunda Guerra, quando Rudolph buscava garantir segurança jurídica ao negócio. Como estrangeiro estabelecido no Brasil, Rudolph avaliava que mudanças no ambiente político poderiam afetar a continuidade dos negócios e viu na formação de uma sociedade uma solução estratégica para dar solidez e segurança ao seu empreendimento.
Assim, em 24 de outubro de 1938, foi fundada a Indústrias Reunidas Jaraguá S.A., que passou a incorporar oficialmente a antiga Rod. Hufenüssler Fábrica de Essências. A nova sociedade reuniu nomes empresariais da região, entre eles o joinvilense Hans Jordan. A criação da sociedade não significou o abandono das essências, mas marcou a entrada estruturada da empresa em novos segmentos de produção, ampliando o horizonte industrial que até então era limitado à destilação e extração de óleos vegetais.
A Indústrias Reunidas Jaraguá trouxe mais estabilidade administrativa à empresa, criou condições para novos investimentos e inseriu o empreendimento em um ambiente empresarial mais robusto.

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DESAFIOS DAS GUERRAS E A PRODUÇÃO PIONEIRA DE CAFEÍNA DA ERVA-MATE
A partir de 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, a escassez de produtos químicos importados e as restrições logísticas impostas pelo conflito impactaram tanto a aquisição de insumos quanto a venda de essências. Esse contexto levou a Duas Rodas a concentrar esforços em matérias-primas nacionais e a desenvolver soluções baseadas na flora regional. As limitações, no entanto, não se restringiam ao fornecimento de equipamentos ou substâncias químicas. A instabilidade econômica influenciava preços, prazos de entrega e a disponibilidade de itens essenciais.
Foi assim que, em 1941, a Duas Rodas iniciou um dos trabalhos técnicos mais relevantes de sua fase inicial: a produção de cafeína a partir da erva-mate. O projeto respondia a uma demanda concreta da indústria brasileira, que, diante das dificuldades de importação, buscava alternativas internas para insumos farmacêuticos e alimentícios. A extração da cafeína exigia domínio técnico, adaptação de equipamentos e capacidade de desenvolver processos inéditos para as condições do país. Esse avanço posicionou a empresa entre as poucas no Brasil capazes de produzir a substância de forma consistente durante o período do conflito.
A escolha da erva-mate como matéria-prima reforçou a estratégia de valorização dos recursos disponíveis no Sul do Brasil. A planta, historicamente cultivada na região, mostrou-se adequada tanto pela disponibilidade quanto pelas características químicas que permitiam a extração da cafeína com eficiência. O desenvolvimento desse processo ampliou o alcance técnico e consolidou a vocação da empresa para pesquisa e inovação aplicada.
Mesmo com os desafios da guerra, a Duas Rodas conseguiu manter suas atividades e ampliar presença no mercado interno. A capacidade de adaptar processos, improvisar soluções e empregar conhecimento técnico acumulado garantiu estabilidade em um período marcado por volatilidade econômica e incertezas globais.
Ao final do período, a fábrica havia superado limitações técnicas e ampliado sua área de atuação, abrindo caminho para novos produtos e para uma relação mais consistente com a comunidade e com o setor alimentício nacional. Esse conjunto de estratégias mostrou-se determinante para que a empresa atravessasse o período crítico da história mundial e consolidou fundamentos que orientaram a evolução das décadas seguintes. A produção pioneira de cafeína da erva-mate representou, assim, um marco na história da empresa.
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DIVERSIFICAÇÃO DE PRODUTOS: A FASE QUE AMPLIOU HORIZONTES
A criação das Indústrias Reunidas Jaraguá S.A. trouxe à empresa a oportunidade de ampliar sua atuação além das essências. A primeira grande iniciativa dessa nova fase foi a implantação de uma fecularia, dedicada à industrialização da araruta, planta amplamente cultivada pelos agricultores da região.
A araruta possuía raízes ricas em fécula de alta qualidade, muito valorizada por indústrias alimentícias e farmacêuticas da Alemanha e dos Estados Unidos. Aproveitando esse cenário, a empresa montou uma unidade para transformar a raiz em polvilho e fécula destinados principalmente à exportação. Os resultados vieram rapidamente: já em 1939, cerca de 70% da produção tinha destino internacional.
O funcionamento da fecularia também fortaleceu a relação com os agricultores. A empresa distribuía sementes, orientava o plantio e garantia a compra da produção local. A atividade se integrou à economia do município e movimentou a agricultura familiar em um momento de instabilidade global.
Contudo, com o avanço da Segunda Guerra Mundial, as exportações foram interrompidas pelo bloqueio marítimo, mas a empresa manteve a compra das raízes para evitar prejuízo aos colonos.
A fecularia encerrou suas atividades em 1948, mas deixou um legado que ultrapassou aquela década. Ela fortaleceu a presença da empresa no mercado externo, ampliou a capacidade industrial e abriu caminho para novos produtos, incluindo a Godamina, que seria a base para as primeiras formulações de sorvetes produzidas anos depois.
De 1938 ao pós-Guerra, a empresa continuou com a estratégia de diversificação de produtos que, embora não tenham permanecido no portfólio, revelaram a capacidade de adaptação, inovação e resiliência da Duas Rodas. Cada produto lançado respondeu a uma necessidade específica da época, valorizou a produção agrícola local e mostrou disposição para explorar caminhos que fugiam ao eixo principal de atuação. Entre essas experiências, destacam-se projetos com frutas cítricas, arroz, banana e milho.
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Suco de Laranja Pasteurizado: o primeiro sucesso internacional
Ainda na década de 1930, a chegada de novos equipamentos ampliou a capacidade de processamento de frutas e permitiu um passo inédito: o lançamento do suco de laranja pasteurizado. O produto, produzido inicialmente para atender ao mercado interno, rapidamente encontrou espaço no exterior. As exportações começaram em 1935 e, em 1938, tanto os óleos essenciais de laranja e tangerina quanto o suco pasteurizado passaram a ser enviados em garrafões de 35 kg para diferentes países da Europa. A demanda cresceu a ponto de a fábrica operar durante a noite para dar conta dos pedidos.
O investimento em tecnologia avançou novamente em 1948, com a aquisição do primeiro concentrador de suco, permitindo produzir suco concentrado seis vezes. Essa inovação foi decisiva para apoiar iniciativas locais, como a “Laranjada” da Max Wilhelm, considerada o primeiro refrigerante brasileiro elaborado com suco natural, um marco para a indústria regional de bebidas.
A produção do suco pasteurizado foi encerrada no fim dos anos 1950, com o surgimento de grandes polos citrícolas na região Sudeste do país, que passaram a dominar o mercado nacional. Mesmo assim, o suco de laranja deixou uma contribuição essencial: foi um dos primeiros produtos a levar o nome da Duas Rodas para o exterior, fortalecendo sua reputação em mercados exigentes.
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Purê de Banana Bananex: uma conquista global
A diversificação ganhou novo impulso em 1965, com a aquisição da Branas Alimentos Ltda., de Guaramirim, que exportava passas de banana para a França sob a marca Bananex. A partir da incorporação, a empresa investiu em tecnologia para transformar a fruta em purê de banana voltado à exportação, especialmente para a República Democrática Alemã, onde era utilizado pela indústria de alimentos infantis.
O desafio inicial foi encontrar uma embalagem segura e eficiente. Após meses de testes, adotaram-se tambores metálicos esterilizados de 230 kg, que asseguravam estabilidade e qualidade durante o transporte marítimo. Em 1969, saiu do Kammerland a primeira remessa experimental; em 1972, os primeiros 20 mil quilos iniciaram um fluxo comercial constante. As exportações chegaram a 15 mil toneladas por ano, distribuídas para 21 países em cinco continentes.
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Arroz Duas Rodas: o engenho que conquistou o país
A entrada da Duas Rodas no beneficiamento de arroz ocorreu no fim da década de 1950, impulsionada pelas transformações na agricultura local e pelo crédito agrícola disponível naquele período. Uma pequena máquina de beneficiamento encontrada nos pavilhões da empresa marcou o início da operação, que cresceu rapidamente. O arroz em casca era adquirido diretamente dos produtores, beneficiado, selecionado e embalado com a marca Arroz Duas Rodas.
A boa aceitação no mercado regional e interestadual levou à ampliação da capacidade produtiva e à adoção de equipamentos mais modernos, como seletoras eletrônicas que elevavam o padrão de qualidade do produto. Nos anos 1970, o arroz da marca alcançava mercados tão distantes quanto Fortaleza e o engenho chegou a ser o maior do estado de Santa Catarina.
Com o tempo, no entanto, a operação passou a enfrentar limitações que extrapolavam a esfera industrial: tabelamento de preços, custos logísticos elevados e maior exigência hídrica num momento em que o consumo de água industrial ganhava novos contornos na cidade. O negócio foi encerrado em 1979, após cerca de 15 anos de atividades.
A diversificação dos produtos não foi apenas um experimento comercial, foi uma etapa que ampliou o domínio técnico da empresa, aproximou-a de novos mercados e fortaleceu sua relação com a agricultura regional. As experiências com frutas, grãos e derivados abriram espaço para o desenvolvimento de tecnologias, processos e padrões de qualidade que mais tarde seriam essenciais para consolidar a atuação da Duas Rodas em aromas, ingredientes e soluções para alimentos no Brasil e no exterior.
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A ERA DA INTERNACIONALIZAÇÃO
A ampliação do alcance internacional da Duas Rodas não foi resultado de um movimento isolado, mas da construção gradual de competências ao longo de décadas. Desde as primeiras exportações de óleos essenciais e suco de laranja, ainda nos anos 1930, a empresa desenvolveu domínio técnico e padrões de qualidade que dialogavam com as exigências dos mercados estrangeiros. Dez anos após a fundação, em 1935, já realizava as primeiras exportações de óleos essenciais para o Uruguai. Já em 1938, passou a atender também o mercado europeu com óleos e sucos cítricos, ampliando o alcance de um portfólio ainda jovem, mas tecnicamente consistente.
A internacionalização como estratégia estruturada ganhou força a partir da década de 1970, quando a empresa ampliou o portfólio técnico, profissionalizou áreas comerciais e passou a participar de feiras e eventos internacionais. Ao entrar nos anos 1980 e 1990, esse movimento foi consolidado com a criação de áreas especializadas em exportação e desenvolvimento de mercados externos.
Em 2002, a empresa inaugurou sua primeira unidade fabril no exterior, no Chile, abrindo caminho para a presença física em outros mercados. Em 2008, a fábrica na Colômbia ampliou o atendimento na América do Sul, e, em 2015, a instalação da unidade no México consolidou a atuação na América Central e do Norte. No ano seguinte, 2016, a empresa passou a contar com um escritório comercial nos Estados Unidos, aproximando-se de clientes estratégicos daquele mercado. Já em 2017, a abertura do escritório comercial na China expandiu a presença da marca para um dos centros mais dinâmicos da indústria global de alimentos.
A internacionalização ganhou novo capítulo em 2024, com a aquisição da empresa alemã tropextrakt, especializada em ingredientes derivados de frutas, reforçando a base tecnológica e abrindo espaço para o surgimento do novo Centro Avançado de Inovação e Logística na Alemanha. Esse investimento conecta a experiência centenária da Duas Rodas com um dos principais polos globais da indústria de alimentos e amplia a integração entre equipes técnicas, clientes e centros produtores em diferentes continentes.
Hoje, a empresa está presente em mais de 70 países e mantém seis fábricas na América Latina, além de centros de pesquisa, inovação e escritórios comerciais em mercados estratégicos. O portfólio soma cerca de 3 mil itens e atende aproximadamente 10 mil clientes, com ingredientes presentes em diversas categorias de alimentos e bebidas consumidos diariamente em diferentes partes do mundo.
Mais do que abrir unidades no exterior, a internacionalização se tornou parte da identidade da empresa. Ela representa a soma de décadas de conhecimento técnico, relações construídas com clientes de diferentes culturas e a capacidade de atuar globalmente mantendo a essência iniciada no Kammerland, em Jaraguá do Sul, em 1925.
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INOVAÇÃO COMO DIRETRIZ
A inovação faz parte da essência da Duas Rodas, afinal, a própria empresa, por si só, faz parte de uma iniciativa inovadora de Rudolph e Hildegard. E sempre esteve no cotidiano, mesmo antes de ser compreendida como uma prática estruturada. Desde os primeiros experimentos de destilação no Kammerland até a criação de processos inéditos para a extração de cafeína da erva-mate, a empresa construiu sua trajetória aproximando técnica, observação e capacidade de adaptação. Com o avanço das décadas, essa postura ganhou forma institucional e passou a orientar decisões industriais, tecnológicas e de mercado.

Hoje, a inovação se materializa em uma rede de centros de pesquisa, desenvolvimento e controle de qualidade no Brasil e na América Latina, além de equipes dedicadas ao desenvolvimento de novos sabores, extratos, soluções para confeitaria, panificação, chocolates, bebidas e sorvetes. Essa estrutura sustenta uma atuação que acompanha tendências globais, integra diferentes áreas técnicas e trabalha em cocriação com clientes, universidades e instituições de pesquisa.
Entre os exemplos que ilustram essa trajetória está o Vitamin-Ace®, uma linha de extratos de acerola desenvolvida pela empresa com tecnologia capaz de concentrar até 40% de vitamina C natural. O ingrediente reúne técnicas avançadas de secagem, padronização e preservação de compostos bioativos e é considerado um dos extratos mais concentrados do mercado. Destinado a suplementos alimentares, bebidas funcionais, panificação e outras aplicações industriais, o produto mostra como a inovação impulsiona não apenas o portfólio, mas a presença da empresa em mercados estratégicos.

Além do aspecto tecnológico, o Vitamin-Ace® representa outra frente importante: a integração da empresa com cadeias produtivas sustentáveis. A Duas Rodas mantém rastreabilidade completa da acerola utilizada, adota certificações internacionais e incentiva práticas de comércio justo entre fornecedores, alinhando desenvolvimento industrial com responsabilidade social e ambiental. Essa abordagem reforça o compromisso da empresa com ingredientes que reúnem funcionalidade, naturalidade e impacto positivo.
A inovação também está presente em tecnologias voltadas à eficiência produtiva e à qualidade sensorial, como processos de microencapsulação, sistemas que reduzem consumo de água, técnicas avançadas de aromatização e ingredientes obtidos a partir de economia circular. Cada desenvolvimento amplia o alcance da empresa no Brasil e no exterior e fortalece a posição da Duas Rodas como referência em um setor altamente competitivo.
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COMPROMISSO COM A COMUNIDADE
A relação da Duas Rodas com a comunidade de Jaraguá do Sul se consolidou ao longo de um século como uma via de mão dupla. Desde os primeiros anos, a presença da empresa significou geração de empregos, fortalecimento da agricultura local e participação ativa na vida social da cidade. Com o crescimento dos negócios, esse vínculo se ampliou e foi incorporado de forma explícita às diretrizes de sustentabilidade e responsabilidade corporativa.
Hoje, a empresa assume a sustentabilidade como um princípio que orienta sua relação com parceiros, colaboradores, comunidade e meio ambiente. Isso se traduz em ações que vão do uso racional de matérias-primas e da preservação de áreas verdes à adoção de sistemas certificados de gestão de qualidade, meio ambiente e segurança de alimentos, baseados em normas como FSSC 22000, ISO 14001 e ISO 9001. Em paralelo, mantém benefícios estruturados para colaboradores, como planos de saúde, previdência complementar, programas de capacitação e grupos de melhoria contínua.
Na relação com a comunidade, a Duas Rodas apoia projetos sociais, culturais, esportivos e educacionais nas regiões onde atua. Atualmente, incentiva mais de 20 iniciativas nessas áreas e mantém parcerias com o Hospital São José, o Hospital e Maternidade Jaraguá, o Corpo de Bombeiros Voluntários e o Clube do Aposentado da Duas Rodas, entre outras instituições. Também desenvolve programas de voluntariado com colaboradores, em parceria com organizações como a Junior Achievement, com foco em escolas da região e ações voltadas à formação de crianças e jovens.
Esse conjunto de iniciativas reforça um traço que acompanha a empresa desde a fundação: crescer em conjunto com o território em que está inserida. Ao apoiar a saúde, a educação, a cultura e o esporte, a Duas Rodas contribui para a qualidade de vida da população e fortalece laços que vão além das relações econômicas, consolidando sua presença como agente de desenvolvimento local.

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IDENTIDADE E PERTENCIMENTO
Ao completar cem anos, a Duas Rodas reafirma uma característica que atravessa toda a sua história: a ligação com Jaraguá do Sul. A empresa expandiu sua atuação, diversificou negócios, implantou fábricas em outros estados e países, inaugurou centros de inovação e escritórios em diferentes continentes. Ainda assim, mantém sua sede em Jaraguá do Sul, onde está concentrada a maior parte de sua estrutura industrial e de pesquisa.
Atualmente, a empresa emprega cerca de 1.700 pessoas, sendo mais de 1.200 colaboradores na matriz jaraguaense, o que evidencia a importância contínua da cidade em seu cotidiano. É a partir dali que se coordenam operações que alcançam mais de 70 países, conectando ingredientes produzidos no Brasil e em outros países da América Latina a clientes dos mais diversos perfis.
Encerrar esta edição especial é reconhecer que a história da Duas Rodas se confunde com a própria história de Jaraguá do Sul. A empresa ajudou a transformar a antiga vila em polo industrial e, ao mesmo tempo, foi transformada pelas pessoas, instituições e iniciativas que encontrou ao longo do caminho. Mesmo com presença global e atuação em cadeias produtivas complexas, a empresa preserva na sua identidade a marca de sua origem: um empreendimento fundado por uma família imigrante, que encontrou em Jaraguá do Sul o lugar para crescer e, a partir dele, levar sabores e ingredientes para o Brasil e para o mundo.

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